Sociologias Plurais

A Revista Sociologias Plurais é um periódico discente vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. Criado em 2012 e com publicações semestrais, o periódico é um veículo de divulgação e circulação não apenas das pesquisas em Sociologias da UFPR, como de diversas universidades brasileiras.                 


Sociologias Plurais, revista discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná

 

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Notícias

 

Dossiê "Levante Lésbico Feminista do Ferro's Bar: 40 anos de rupturas e deslocamentos"

 

Está aberta a chamada para envio de trabalhos ao dossiê temático "Levante Lésbico Feminista do Ferro's Bar: 40 anos de rupturas e deslocamentos". A chamada de trabalhos permanecerá aberta até dezembro de 2022.


Em 19 de agosto de 1983 lésbicas e sapatão feministas, apoiadas por outros coletivos feministas e por outras pessoas envolvidas na luta por direitos, protagonizaram um ato político de resistência e enfrentamento no Ferro’s Bar, no centro de São Paulo, lugar no qual se reuniam com frequência, em plena ditadura militar. A questão principal que suscitou o ato, denominado de levante do Ferro’s Bar e considerado o pequeno Stonewall brasileiro, foi a proibição da venda do boletim Chana com Chana, produzido pelo Grupo de Ação Lésbica Feminista – GALF para divulgação do movimento social, pelo dono do bar, enquanto outras atividades aconteciam deliberadamente no lugar. Com seus corpos em assembleia, lésbicas e sapatão se posicionaram e avançaram, ocupando o lugar e demarcando sua indignação.

Nesses quarenta anos, muitas rupturas e deslocamentos aconteceram nos movimentos sociais de lésbicas e sapatão. Assim, para valorizar essa história, e as transformações que se desdobraram dela, propusemos este dossiê que se interessa por textos que abordem questões do feminismo lésbico, da epistemologia feminista lésbica e sapatão, das memórias lésbicas, referentes a pessoas sáficas, léstrans, lésbicas e sapatão não-bináries, mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com mulheres, dentre outras pluralidades das lesbianidades. Serão bem vindos principalmente textos com perspectiva interseccional, que considerem outros marcadores sociais da diferença como raça, etnia, deficiência, geração, classe social, territorialidade e religiosidade, dentre outras possibilidades.

A chamada de trabalhos permanecerá aberta até dezembro de 2022 e a previsão de publicação do número é em agosto de 2023, ano marcado pelos 40 anos do Levante do Ferro’s Bar. Os trabalhos devem seguir as normas da ABNT, exceto no que se refere a grafar o prenome das autoras na primeira vez em que são citadas no texto, como por exemplo: Lélia Gonzales (ano, p. x) ou (Lélia GONZALES, ano, p. x). Esta é uma opção política e epistemológica por uma escrita feminista que visibiliza as produções de mulheres e feminilidades, apagadas ao longo da história dos processos de produção do conhecimento. Esta escrita procura também colocar as normas, que não são neutras, mas sim produto do machismo, em questão, considerando que quando se cita apenas o sobrenome, o imaginário social, em geral, remete a autoria a um homem ou a masculinidades. Os textos devem seguir todas as diretrizes organizadas pela Revista Sociologias Plurais para a submissão de artigos.

O dossiê é organizado por:

Dayana Brunetto - Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Programa de Pós Graduação em Educação (PPGE)
Núcleo de Estudos de Gênero (NEG/UFPR)
Laboratório de Investigação em Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação (LABIN/UFPR)
Rede Nacional de Ativistas e Pesquisadoras Lésbicas e Bissexuais (Rede LésBi Brasil)
Liga Brasileira de Lésbicas (LBL)

Simone Brandão - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Programa de Pós Graduação em Política Social e Territórios (PPGPST)
Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades (NuCus/UFBA)
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Lesbianidades, Gênero, Raça e Sexualidades (LES/UFRB)
Rede Nacional de Ativistas e Pesquisadoras Lésbicas e Bissexuais (Rede LésBi Brasil)

Mariana Meiriqui Rodrigues - Universidade do Estado de Ohio (OSU)
Latin American Studies (LASA)
National Women's Studies Association (NWSA)
Laboratório de Investigação em Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação (LABIN/UFPR)
Rede Nacional de Ativistas e Pesquisadoras Lésbicas e Bissexuais (Rede LésBi Brasil)
Liga Brasileira de Lésbicas (LBL)


 
Publicado: 2022-06-10 Mais...
 

Dossiê "A pesquisa em Sociologia da Saúde: aspectos epistemológicos e metodológicos"

 


Está aberta a chamada para envio de trabalhos ao dossiê temático "A pesquisa em Sociologia da Saúde: aspectos epistemológicos e metodológicos", organizado pelas professoras doutoras Rubia Carla Formighieri Giordani e Marisete T. Hoffmann-Horochovski.

 

A Sociologia da Saúde tem se dedicado, ao longo de sua trajetória, a diferentes temáticas que circundam o processo saúde-doença. Desde meados do século XX, muitos pensadores dedicaram-se de forma mais detida à Sociologia da Saúde, Sociologia Médica ou Pensamento Social em Saúde, analisando questões como comportamento, desvio, educação médica, experiência da doença, morte, instituição médica, entre outras. No século XXI, outros temas foram sendo incorporados como objetos de pesquisa em Sociologia da Saúde que procura responder às crescentes demandas científicas, sociais e tecnológicas, as quais produzem novas práticas e representações em saúde, subjetivações e imaginários acerca do corpo, do cuidado e da vida de modo mais filosófico. 

A consolidação e expansão da Sociologia da Saúde seguiu caminhos diversos na América do Norte, América Latina e na Europa, inspirando-se em diferentes correntes teórico-metodológicas e quadros epistemológicos, de acordo com os contextos geopolíticos, econômicos e sociais. No contexto latino-americano, por exemplo, especialmente no Brasil, as conexões entre as Ciências Sociais e a Saúde estiveram imbricadas na constituição da Saúde Coletiva, como campo científico e prática social, além das políticas públicas em saúde e do próprio Sistema Único de Saúde. Outros aspectos como condições institucionais e financiamento representam também nuances importantes na formação das equipes de pesquisa e suas agendas científicas nos diferentes países. 

São diversos os quadros de referência da Sociologia da Saúde, das abordagens sistêmicas até as fenomenológicas hermenêuticas. A gradação de ideias varia desde a forte influência marxista e do materialismo histórico para a compreensão do processo saúde-doença, até o paradigma do interacionismo, os estudos culturalistas ou, nas últimas décadas, os promissores estudos decoloniais e pautados pelas epistemologias do Sul. Diante desta diversidade e pluralidade de ideias, interessa-nos abordagens acerca de possíveis (re)construções epistemológicas e diferentes possibilidades de pesquisa que se movem por meio da Sociologia da Saúde. São bem-vindos ainda textos que problematizem aspectos relativos aos métodos e técnicas de coleta de dados, bem como seu tratamento, análise e interpretação. E, finalmente, para responder sociologicamente às exigências impostas pelo objeto de pesquisa em saúde, serão consideradas tanto as reflexões que envolvem modelos para abordagens metodológicas qualitativas, quantitativas quanto a complementaridade de métodos.

A chamada de trabalhos permanecerá aberta até o dia primeiro de agosto de 2022 e a previsão de publicação do número é no início de 2023.

Os trabalhos devem seguir as normas da ABNT, bem como todas as diretrizes organizadas pelas Revista Sociologias Plurais para a submissão de artigos.

As submissões serão feitas normalmente pelo site da Sociolgias Plurais.

 
Publicado: 2021-12-15
 
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v. 8, n. 2 (2022): 2º SEMESTRE 2022


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