Notícias

II WFHL-FESTSCHRIFT JOSÉ BORGES NETO

 
Estão abertas até o dia 20 de fevereiro de 2023 as submissões para o dossiê temático da Revista Letras 108 (2023.2). O objetivo desse dossiê é publicar resultados de pesquisas apresentadas no II Workshop de Filosofia e Historiografia Linguística, ocorrido de 9 a 12 de novembro de 2021, em homenagem ao Prof. Dr. José Borges Neto.  
Publicado: 2022-12-19 Mais...
 

Dossiê Temático 2022 - NOVA DATA NA Chamada para submissão até 20/03/2022!

 

Este Dossiê Temático da Revista Letras se propõe a divulgar alguns dos trabalhos apresentados em dois Eventos ocorridos no ano de 2021, resultado de um processo de Insterinstitucionalização e de Internacionalização, pensado a partir de trocas, de articulação e de divulgação de saberes acadêmicos entre o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPR e das parcerias com outras Instituições de Ensino Superiores do Brasil e do Exterior.

 
Publicado: 2021-12-23 Mais...
 

Os números de 2021 da Revista Letras estão no ar!

 
Os dois números da revista Letras relativos ao ano de 2021 estão no ar! O volume 103 traz o dossiê V CBM, com textos selecionados do evento V Colóquio Brasileiro de Morfologia; já o volume 104 traz o dossiê I WFHL, com trabalhos selecionados do evento I Workshop em Filosofia e Historiografia da Linguística.  
Publicado: 2021-12-23 Mais...
 

Prazo de submissão: NÚMERO TEMÁTICO: ASPECTOS ÉTICO-ESTÉTICOS DO SIGLO DE ORO E SUAS REVERBERAÇÕES NA CONTEMPORANEIDADE

 
Suplementamos a informação ausente da chamada para submissão no número temático.  
Publicado: 2021-07-09 Mais...
 

CHAMADA PARA O NÚMERO TEMÁTICO: ASPECTOS ÉTICO-ESTÉTICOS DO SIGLO DE ORO E SUAS REVERBERAÇÕES NA CONTEMPORANEIDADE IBERO-AMERICANA

 
Organizadores: Karla Fernandes Cipreste (UFPR) e Eduardo César Maia (UFPE)  
Publicado: 2021-07-09 Mais...
 

Chamada para v.103 (2021)/Call for papers n. 103 (2021). Prorrogação de prazo: 15/04/2021.

 

O volume 103 da Revista Letras contará com publicações de dois dossiês temáticos:

Dossiê 1: Trabalhos do V Colóquio Brasileiro de Morfologia (CBM), na UFPR (DELLIN; PPGLetras), entre 4 e 6 de novembro de 2020 (formato online). Organização: Maria Cristina Figueiredo Silva (UFPR) e Teresa Cristina Wachowicz (UFPR).

Dossiê 2: Trabalhos do I Workshop de Filosofia e História da Linguística, na UFPR (DELLIN; PPGLetras), entre 12 e 13 de novembro de 2020 (formato online). Organização: Márcio Renato Guimarães (UFPR).

 
Publicado: 2021-04-05 Mais...
 

Chamada para v.103 (2021)/Call for papers n. 103 (2021)

 

O volume 103 da Revista Letras contará com publicações de dois dossiês temáticos:

Dossiê 1: Trabalhos do V Colóquio Brasileiro de Morfologia (CBM), na UFPR (DELLIN; PPGLetras), entre 4 e 6 de novembro de 2020 (formato online). Organização: Maria Cristina Figueiredo Silva (UFPR) e Teresa Cristina Wachowicz (UFPR).

Dossiê 2: Trabalhos do I Workshop de Filosofia e História da Linguística, na UFPR (DELLIN; PPGLetras), entre 12 e 13 de novembro de 2020 (formato online). Organização: Márcio Renato Guimarães (UFPR).

 
Publicado: 2021-03-02 Mais...
 

Chamada para o número temático: Palavras em Fúria: imagens de resistência e rebeldia femininas na literatura dos séculos XX e XXI

 

Na iconografia dos últimos 120 anos, são frequentes as figuras femininas que encarnaram o anúncio de rebeliões, movimentos de resistência, lutas políticas e demandas por justiça. De Lilia Brik que, nas propagandas da Revolução Russa, reivindica o poder popular e a criação de mais livros; passando por Rosa Luxemburgo representando o levante espartaquista, Angela Davis à frente do movimento Black Power e as Mães e Avós da Praça de Maio na Argentina; chegando às estudantes nas manifestações pela educação no Chile e no Brasil e à atuação da socióloga Marielle Franco nas periferias cariocas, cujo assassinato provoca indignação e clamor por respostas. Tais vozes ecoam a tantas outras espalhadas geográfica e historicamente que – muitas vezes de forma anônima – operam na micropolítica do cotidiano.

Na literatura, o gesto feminino também aparece como uma postura irruptiva no tecido do tempo e da norma. Nas obras das escritoras latino-americanas Pagu, Rosario Castellanos, Alejandra Pizarnik, Elena Garro, Julia de Burgos, Marosa di Giorgio, Conceição Evaristo e Angélica Freitas; na literatura russa com Marina Tsvetáieva, Irina Grekova, Ludmila Petruchevskaia; nas polonesas Wisława Szymborska e Ewa Lipska; ou em escritoras africanas como Chimamanda Ngozi Adichie, Nadine Gordimer, Ana Paula Tavares e Yaa Gyasi, desvelam-se as vidas interiores de personagens que rejeitam os papeis conservadores impostos como próprios às mulheres.

No espaço da tradução as mulheres aderiram à contestação do sistema literário patriarcal e elaboraram uma genealogia de vozes como afirmação da agência e potência femininas, desde a figura de Malintzin, o gesto fundacional de Nísia Floresta no Brasil, a obra de tradução de Maria-Mercè Marçal até o trânsito entre línguas de Gloria Anzaldúa.

Encarnações femininas da rebeldia atravessam textos de Virginia Woolf, Maksim Górki, Flannery O’Connor, Adrienne Rich, Audre Lorde, Bertold Brecht, Silvina Ocampo, Guimarães Rosa, Toni Morrison, Ursula Le Guin, J. M. Coetzee, Herta Müller, Svetlana Aleksiévitch e tantos outros. Como se nenhum projeto de vanguarda ou emancipação contemporânea pudesse ser formalizado sem elas, remetendo a imagens ainda mais antigas, origens do próprio sentimento de rebelião, tais como a Liberdade revolucionária, Antígona, as Erínias gregas ou as divindades iradas presentes no panteão indo-asiático.

Para este dossiê propomos reunir artigos, bem como traduções, que dialoguem com essas imagens de resistência, em seus mais diversos aspectos, presentes na poesia, prosa e teatro dos séculos XX e XXI.

 

O prazo para submissão dos artigos é até 01/12/2020.

 

Organização

 

Denise Regina de Sales (UFRGS)

Gabriela Soares da Silva (pós-doutoranda – USP)

Meritxell Hernando Marsal (UFSC)

Tiago Guilherme Pinheiro (pós-doutorando – Unicamp)

 
Publicado: 2020-09-08
 

Prorrogação de prazo do número temático "O que dizer sobre o poeta a propósito de seus cem anos?"

 
O prazo de submissão de textos para o número temático "O que dizer sobre o poeta a propósito de seus cem anos?", dedicado à obra poética de João Cabral de Melo Neto, foi prorrogado para 11 de setembro de 2020.   
Publicado: 2020-08-03
 

Prorrogação do prazo

 
O prazo de submissão para o dossiê "Trabalhos do Grupo Teoria da Gramática - Encontro intermediário em Boa Vista/RR, jul/2019" foi prorrogado para 10 de março de 2020  
Publicado: 2020-02-04 Mais...
 

Chamada para v.101 (2020)/Call for papers for n. 101 (2020): Trabalhos do Grupo Teoria da Gramática - Encontro intermediário em Boa Vista/RR, jul/2019

 
Trabalhos apresentados no Encontro intermediário do Grupo de Trabalho de Teoria da Gramática da ANPOLL,  Boa Vista, Roraima, 1 a 6 de julho de 2019
***
Intermediate Meeting of the ANPOLL Grammar Theory Working Group, 2019
 
Publicado: 2019-12-05 Mais...
 

Chamada para o número temático: “O que dizer sobre o poeta a propósito de seus cem anos?”

 

O POETA João Cabral de Melo Neto completaria cem anos em janeiro de 2020. Nascido na cidade de Recife, em função de sua atuação na carreira diplomática, acabou vivendo em várias cidades de diversos países do mundo. Dentre elas, é notória a constante referência que sua poesia faz ao seu estado natal e a uma cidade/ região específicas: Pernambuco e Sevilha/ Andaluzia. No poema “Autocrítica”, do livro A escola das facas, de 1980, o poeta aponta que “Só duas coisas conseguiram/ (des) feri-lo até a poesia:/ O Pernambuco de onde veio / e o aonde foi, a Andaluzia (…). O espaço, as paisagens e as cidades constituem, no entanto, mais do que referências ou motivações temáticas de sua poesia. Podem configurar componentes da extensa cadeia de símiles que estruturam a poesia cabralina, que recorre a analogias entre elementos concretos e ideais abstratos, tais como a concisão, a precisão, a dureza e a contundência. Aliás, são diversos os ensaios e prefácios, nos quais o poeta parece prescrever seu “modo de usar”, às vezes até explicando algumas dessas analogias, em um esforço de orientar uma dada leitura crítica de sua obra. No poema “Postigo”, que encerra o livro Agrestes, de 1985, o poeta, ironicamente, refere-se a esse tratamento quase de submissão dos críticos aos protocolos e mecanismos de leitura que ele havia estabelecido no decorrer de sua obra anterior. Vale destacar que muitos textos fundadores de sua Fortuna Crítica foram escritos no período entre o final da década de 60 e o início da década de 80. E embora a obra do poeta ainda estivesse em curso, foi recorrente nesses estudos críticos o desejo de fixar o projeto poético cabralino, supondo-o como integralmente definido, mesmo que ainda não findado. Para ficar em alguns poucos exemplos, poderíamos remeter aos estudos de Haroldo de Campos (1967); Benedito Nunes (1971); João Alexandre Barbosa (1974) e Antonio Carlos Secchin (1982), referências constantes da maior parte dos estudos sobre a poesia de Cabral. Todos estes procuram definir o desenho geral da poesia cabralina, mas, em decorrência de sua própria limitação temporal, deixam de fora 8 livros, no caso de Campos; 6, no caso de Nunes e de Barbosa ou 4, no caso de Secchin. Embora a contribuição desses trabalhos críticos seja incontestável, é de se supor que esses livros excluídos podem fornecer subsídios importantes para situar a poesia de João cabral de Melo Neto nos quadros de nossa tradição poética. Desse modo, convidamos críticos e estudiosos da obra do poeta para contribuir com ensaios, artigos e textos de teor crítico-analítico para o dossiê temático proposto pela Revista Letras: “O que dizer sobre o poeta a propósito de seus cem anos?” . A questão central deste dossiê, que ocupa, integralmente,  este número da revista, é avaliar a produção poética e/ou ensaística de João Cabral de Melo Neto, bem como compreender como se pode ler sua obra hoje, após seu longo percurso de recepção crítica e após as múltiplas retomadas que poetas e movimentos literários  culturais fazem de sua obra, seja para advogar, seja para refutar o legado de sua poesia e de seu nome. 


Organizadores:

Solange Fiuza (UFG)
Waltencir Alves de Oliveira (UFPR)


Data-limite para submissão: 31 de julho de 2020

Link para submissão: https://revistas.ufpr.br/letras/about/submissions#onlineSubmissions

 
Publicado: 2019-11-22
 

Prorrogação de prazo

 

Devido a instabilidade do sistema, o prazo de submissão da chamada abaixo foi prorrogado para 7 de setembro de 2019.

 

literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações


Organizadores: Pedro Dolabela Chagas (UFPR) e Valéria Augusti (UFPA)

 

Após o trabalho fundador realizado entre os anos 50 e 80 pelas gerações de Antonio Candido, Roberto Schwartz, Silviano Santiago, Luiz Costa Lima e Flora Süssekind... –, a pesquisa acadêmica recente tem renovado, de várias maneiras, a compreensão que se tinha da literatura no “longo século XIX” brasileiro, iniciado com a Independência e finalizado com a República Velha. Da perspectiva da produção literária, percebe-se os limites dos conceitos de escola literária ou movimento literário enquanto instrumentos de análise capazes de dar conta das características formais de um conjunto de obras.  As poéticas e retóricas clássicas, em lugar de verem seu ocaso nas letras coloniais, contaminam a produção literária e a crítica românticas, tornando porosas as fronteiras entre ambas, a mirada romântica contamina, por sua vez, a produção naturalista, dificultando as atribuições taxionômicas comumente aceitas.  As noções de centro e periferia vêem-se relativizadas por uma produção que se estende por todo território nacional e extrapola fronteiras nacionais graças à tradução de obras que atravessam o Atlântico rumo ao continente Europeu. Da perspectiva da circulação e recepção das obras, um sistema intenso de trocas intercontinental, proporcionado pela atuação de diversos agentes do mundo do livro põe abaixo qualquer perspectiva de isolamento ou atraso do Brasil no que tange ao campo das idéias e estabelece outras temporalidades, evidenciando que, levadas em conta as preferências do leitor, a história da literatura acabaria por fundar um cânone bem diverso daquele que conhecemos atualmente, com obras cuja popularidade ignora as fronteiras nacionais e estéticas. O mesmo pode se dizer do campo das práticas teatrais cujas pesquisas têm revelado verdadeira rede transnacional, conectando  a produção dramatúrgica e os agentes teatrais do Brasil, Portugal e França. Em suma, as pesquisas demonstram que a par da constituição dos Estados Nacionais dá-se um processo intenso de globalização cultural que não respeita fronteiras. O abandono da mirada endógena, calcada na produção nacional canônica estabelecida pela historiografia literária a partir do período pós-independência, traz para o centro de debates a produção literária feminina, humorística, pornográfica, revelando surpreendente variedade em contraposição à imagem consolidada pela pesquisa anterior. 

Nem sempre, porém, essas perspectivas têm entrado em contato, o que dificulta que delas emerja uma visão integrada (ou não) do século XIX. Daí o objetivo principal dessa chamada consistir em promover o diálogo entre pesquisadores ocupados com a renovação da compreensão daquele período. Trata-se, em outras palavras, de produzir interlocução entre perspectivas analíticas que pouco têm interagido diretamente, para daí articular uma perspectiva ampla e necessariamente compósita, da produção literária desse período histórico. Por consequência, são sugeridas contribuições sobre obras marginais ao cânone instituído desde então, sobre a história do livro e da leitura, compreendendo a circulação social da literatura daquele período, sobre os pressupostos paradigmáticos (epistemológicos) que têm orientado a pesquisa recente, em suma, sobre as perspectivas para a pesquisa futura no campo.

 

Data-limite para submissão: 7 de setembro de 2019

 
Publicado: 2019-08-31
 

Chamada para o número temático: A literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações

 

 

A literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações


Organizadores: Pedro Dolabela Chagas (UFPR) e Valéria Augusti (UFPA)


Após o trabalho fundador realizado entre os anos 50 e 80 pelas gerações de Antonio Candido, Roberto Schwartz, Silviano Santiago, Luiz Costa Lima e Flora Süssekind... –, a pesquisa acadêmica recente tem renovado, de várias maneiras, a compreensão que se tinha da literatura no “longo século XIX” brasileiro, iniciado com a Independência e finalizado com a República Velha. Da perspectiva da produção literária, percebe-se os limites dos conceitos de escola literária ou movimento literário enquanto instrumentos de análise capazes de dar conta das características formais de um conjunto de obras.  As poéticas e retóricas clássicas, em lugar de verem seu ocaso nas letras coloniais, contaminam a produção literária e a crítica românticas, tornando porosas as fronteiras entre ambas, a mirada romântica contamina, por sua vez, a produção naturalista, dificultando as atribuições taxionômicas comumente aceitas.  As noções de centro e periferia vêem-se relativizadas por uma produção que se estende por todo território nacional e extrapola fronteiras nacionais graças à tradução de obras que atravessam o Atlântico rumo ao continente Europeu. Da perspectiva da circulação e recepção das obras, um sistema intenso de trocas intercontinental, proporcionado pela atuação de diversos agentes do mundo do livro põe abaixo qualquer perspectiva de isolamento ou atraso do Brasil no que tange ao campo das idéias e estabelece outras temporalidades, evidenciando que, levadas em conta as preferências do leitor, a história da literatura acabaria por fundar um cânone bem diverso daquele que conhecemos atualmente, com obras cuja popularidade ignora as fronteiras nacionais e estéticas. O mesmo pode se dizer do campo das práticas teatrais cujas pesquisas têm revelado verdadeira rede transnacional, conectando  a produção dramatúrgica e os agentes teatrais do Brasil, Portugal e França. Em suma, as pesquisas demonstram que a par da constituição dos Estados Nacionais dá-se um processo intenso de globalização cultural que não respeita fronteiras. O abandono da mirada endógena, calcada na produção nacional canônica estabelecida pela historiografia literária a partir do período pós-independência, traz para o centro de debates a produção literária feminina, humorística, pornográfica, revelando surpreendente variedade em contraposição à imagem consolidada pela pesquisa anterior. 

Nem sempre, porém, essas perspectivas têm entrado em contato, o que dificulta que delas emerja uma visão integrada (ou não) do século XIX. Daí o objetivo principal dessa chamada consistir em promover o diálogo entre pesquisadores ocupados com a renovação da compreensão daquele período. Trata-se, em outras palavras, de produzir interlocução entre perspectivas analíticas que pouco têm interagido diretamente, para daí articular uma perspectiva ampla e necessariamente compósita, da produção literária desse período histórico. Por consequência, são sugeridas contribuições sobre obras marginais ao cânone instituído desde então, sobre a história do livro e da leitura, compreendendo a circulação social da literatura daquele período, sobre os pressupostos paradigmáticos (epistemológicos) que têm orientado a pesquisa recente, em suma, sobre as perspectivas para a pesquisa futura no campo.


Data-limite para submissão: 31 de agosto de 2019

 

 
Publicado: 2019-04-28
 

Chamada para o número temático: As muitas coisas de Clarice Lispector

 

Bichos, jardins, máquinas, palavras: a literatura de Clarice Lispector é povoada das mais diversas coisas, e coisas das mais peculiares, pois que, o tempo todo, olham de volta quem as olha, invertendo a relação sujeito-objeto e questionando, assim, os lugares do mundo, os laços sociais e naturais, os laços de família, i.e., os laços familiares, de familiarização. Nesse sentido, a famosa demanda da personagem de Guimarães Rosa, de perscrutar o “quem das coisas”, parece ser também a busca mais radical da poética interrogativa de Clarice Lispector: não “o que é o mundo?”, mas “quem são o mundo?”, “quem são as coisas que são o mundo?” A “coisa” de/para Clarice parece designar, portanto, não o inominável, mas a conversão do nomear em perguntar, uma devassa infinita daquilo que se esconde por trás do nome e da afirmação, da entrelinha que toda linha comporta: “Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e este é o nome”. E nessa investigação que caracteriza sua literatura, é como se tudo tendesse a se tornar “coisa”, um daqueles significantes excedentes de que falava Lévi-Strauss: pois que talvez o que lhe interesse, acima de tudo, seja fazer-ver (numa poética do olhar) em tudo esse excesso de significação, esse excesso à nomeação, que é a condição de toda literatura, possivelmente a coisa das coisas para ela – não é um acaso, assim, que, como lembra Raul Antelo, Hélio Pólvora, em seu parecer para o INL, tenha dito que Água viva “é mais uma de suas coisas, das muitas coisas que Clarice Lispector tem perpetrado sob o rótulo de romance”. Refletir sobre essas coisas, as muitas coisas de Clarice – animais, espaços, dispositivos, linguagem, laços sociais –, sobre o estatuto que têm na sua literatura, sobre os muitos modos em que se dizem nela: eis a proposta desse número temático organizado por Alexandre Nodari e João Camillo Penna, e que está aberto às contribuições as mais diversas.

O prazo para envios é 31 de agosto de 2018, e as submissões devem ser feitas pelo site: https://revistas.ufpr.br/letras/about/submissions#onlineSubmissions

 
Publicado: 2018-05-24
 

Resultado do edital de seleção de bolsista de revisão

 

Foram aprovados no edital, com a seguinte classificação:

  1. Rondinelly Gomes Medeiros
  2. Iamni Reche Bezerra

Curitiba, 10 de março de 2018

 

Alexandre Nodari (Editor geral da Revista Letras)

Curitiba, 10 de março de 2018

 
Publicado: 2018-03-11
 

Edital de seleção de bolsista de revisão

 

1. O presente edital visa selecionar 1 (um) bolsista para o serviço de revisão de (1) um número da revista Letras.

2. O valor a ser pago é de R$1500,00 (mil e quinhentos reais), em prestação única, na forma de 1 (uma) bolsa, no mês de abril.

3. As inscrições devem ser feitas por email (alexandre.nodari@gmail.com) entre os dias 01 e 08 de março de 2018.

a)     Para se inscrever, os candidatos devem estar regularmente matriculados na Universidade Federal do Paraná, em nível de graduação ou pós-graduação.

b)    A inscrição consiste no envio de nome completo, curso, período e currículo referente às atividades a serem desenvolvidas (revisão), para o endereço eletrônico alexandre.nodari@gmail.com (email do editor-geral da revista).

4. A avaliação será feita de acordo com os currículos e, se necessário, por meio de entrevistas a serem agendadas por email.

5. Terão prioridade na seleção estudantes do doutorado que possuam o título de mestre em Letras, na medida em que o conhecimento da área é essencial nos serviços de revisão. Não havendo candidatos com o título de mestre em Letras, serão priorizados os estudantes com graduação na mesma área. Por fim, não havendo candidatos com graduação em Letras, serão priorizados graduandos do mesmo curso.

6. Os editores da revista classificarão os candidatos de acordo com o currículo e, se necessário, entrevista (ítem 4).

7. O resultado será publicado dia 10/3/2018.

8. A validade do edital é de 2 (dois) anos, podendo, em caso de necessidade, os classificados virem a ser chamados para a prestação do serviço de revisão em período distinto e com valores diferentes de bolsa do que os descritos nesse edital.

 

Alexandre Nodari - Editor geral da revista Letras

 
Publicado: 2018-03-01
 

Chamada para o número temático (97): Retórica e Alteridade

 

Graças à cooperação da Revista LETRAS da UFPR (http://revistas.ufpr.br/letras), a quem agradecemos novamente, publicaremos um número temático com o título de nosso Congresso: “Retórica e Alteridade”.

Infelizmente, o número possível de publicações é de 18 textos, os quais deverão ser submetidos ao escrutínio dos avaliadores da Revista.

Instruções específicas:

 

  • adequação às regras da Revista, disponíveis em: http://revistas.ufpr.br/letras/about/submissions#onlineSubmissions
  • submissão online dos originais até o dia 04 de dezembro de 2017.

 

Permanecemos à disposição para responder a qualquer dúvida pelo e-mail sbretorica@gmail.com.

 

Saudações

 

Os Editores

Anderson Zalewski Vargas

Gissele Chapanski

Pedro Ipiranga Júnior

Pedro Dolabela Chagas

Sérgio Kalil

 
Publicado: 2017-09-24
 

Prazo de submissão prorrogado

 
O prazo de submissão para o número temático Linguística Formal foi prorrogado para 26 de fevereiro de 2017.  
Publicado: 2017-02-13
 

Chamada temática para o n. 96 (2017): Linguística Formal

 

Chamada temática para o n. 96 (2017): Linguística Formal


Organização de Patrícia Rodrigues (UFPR), Maria José Foltran (UFPR),  Roberta Pires de Oliveira (UFSC) e Ana Paula Quadro Gomes (UFRJ) 


A Revista Letras, ligada aos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras da UFPR, abre chamada para submissão de artigos para o número temático “Linguística Formal”, a ser publicado em junho de 2017. Convidamos pesquisadores a contribuírem com trabalhos inéditos em qualquer tópico relativo a estudos formais da linguagem, incluindo fonética, fonologia, sintaxe, morfologia, semântica, pragmática, aquisição da linguagem e interfaces. As submissões de textos devem ser realizadas até 26 de fevereiro de 2017 pelo sistema online da Revista Letras, e seguir as regras disponíveis aqui: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/about/submissions

 
Publicado: 2016-10-16 Mais...
 

Chamada temática para o n. 95 (2016): Tempo e tradução

 

Tempo e Tradução

Organização de Maurício Cardozo (UFPR) e Viviane Veras (UNICAMP)

 

Falar de tempo e tradução é falar das coisas mais diversas. É falar das especificidades temporais e aspectuais de línguas diferentes e das implicações dessas diferenças na construção do(s) tempo(s) narrativo(s) de determinada tradução, mas é também falar do tempo e da vida empenhada na realização de determinado encargo tradutório. É falar da prática da tradução e do pensamento tradutório nas épocas mais distintas, mas também de suas transformações ao longo dos tempos. Falar de tempo e tradução é falar da tradução feita inexoravelmente em seu tempo, mas também do(s) tempo(s) que cada tradução não é capaz de deixar de reinventar. É falar dos tempos da tradução, dos tempos na tradução, do tempo em tradução e de um tempo de tradução.

 

Especialmente no campo da tradução literária, são emblemáticas da relação entre tempo e tradução discussões que naturalizam certa efemeridade e datação do texto traduzido, em oposição a uma suposta perenidade do original, mas há também aquelas que reconhecem na tradução uma forma de rejuvenescimento das obras traduzidas e de desdobramento da vida de um original. Há discussões centradas nas relações temporais de determinados modos de traduzir e em suas implicações na recepção do texto traduzido. Há discussões em torno da contemporaneidade e da extemporaneidade de determinadas traduções, assim como sobre seu impacto no processo histórico de construção e formação de um padrão estético, de um cânone, de uma literatura. E várias dessas discussões, não raro, organizam-se, mais ou menos explicitamente, em torno de uma questão cada vez mais candente na área dos Estudos da Tradução: a do(s) tempo(s) da retradução.

 

Nas últimas décadas, a partir do forte processo de institucionalização do campo dos Estudos da Tradução e da crescente profissionalização da atividade de tradutor, tornou-se cada vez mais imperativo, num horizonte de interesses que cobre todo o campo das Humanidades, discutir a questão do lugar da tradução, do lugar do tradutor, assim como a questão da tradução como disseminadora e fundadora de lugares − políticos, linguísticos, culturais, ideológicos. Nesse movimento, no entanto, diferentes vertentes do pensamento tradutório tradicional e contemporâneo passam mais decisivamente pelo como, onde, de onde e para onde, do que pelo quando da tradução, mesmo quando se trata de discutir centralmente a questão do tempo. Se essa tendência espacializadora se mostra tão presente na discussão da tradução – como em tantos outros âmbitos de discussão da condição humana –, eis aí mais uma razão para problematizarmos sua dimensão temporal.

 

Este número temático da Revista Letras abre espaço para a reflexão sobre os diversos caminhos que se abrem a partir da relação entre tempo e tradução, explorando as possíveis figurações do tempo no pensamento contemporâneo sobre a tradução, bem como suas implicações teóricas e críticas para a tradução, em geral, e para a tradução literária, em particular.

As submissões de textos devem ser realizadas até 15 de outubro de 2016 pelo sistema online da Revista Letras, e seguir as regras disponíveis aqui: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/about/submissions

 
Publicado: 2016-03-24
 

Novo formato de submissão

 
Os editores, após consulta ao conselho, decidiram modificar o formato de submissão da revista, que não mais se dará por fluxo contínuo, mas por meio de chamadas temáticas. Serão duas chamadas temáticas por ano, uma de estudos literários e uma de estudos lingüísticos; a primeira será divulgada em janeiro de 2016. Todos os artigos que foram submetidos até a presente data serão avaliados normalmente, e caso sejam aprovados serão publicados em uma das duas próximas edições (dezembro/2015 e junho/2016).  
Publicado: 2015-11-01
 

DOI

 

Os artigos e volumes publicados pela Revista Letras contam agora com o Digital Object Identifier (DOI).

 
Publicado: 2014-10-01
 
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