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Prorrogação de prazo

 

Devido a instabilidade do sistema, o prazo de submissão da chamada abaixo foi prorrogado para 7 de setembro de 2019.

 

literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações


Organizadores: Pedro Dolabela Chagas (UFPR) e Valéria Augusti (UFPA)

 

Após o trabalho fundador realizado entre os anos 50 e 80 pelas gerações de Antonio Candido, Roberto Schwartz, Silviano Santiago, Luiz Costa Lima e Flora Süssekind... –, a pesquisa acadêmica recente tem renovado, de várias maneiras, a compreensão que se tinha da literatura no “longo século XIX” brasileiro, iniciado com a Independência e finalizado com a República Velha. Da perspectiva da produção literária, percebe-se os limites dos conceitos de escola literária ou movimento literário enquanto instrumentos de análise capazes de dar conta das características formais de um conjunto de obras.  As poéticas e retóricas clássicas, em lugar de verem seu ocaso nas letras coloniais, contaminam a produção literária e a crítica românticas, tornando porosas as fronteiras entre ambas, a mirada romântica contamina, por sua vez, a produção naturalista, dificultando as atribuições taxionômicas comumente aceitas.  As noções de centro e periferia vêem-se relativizadas por uma produção que se estende por todo território nacional e extrapola fronteiras nacionais graças à tradução de obras que atravessam o Atlântico rumo ao continente Europeu. Da perspectiva da circulação e recepção das obras, um sistema intenso de trocas intercontinental, proporcionado pela atuação de diversos agentes do mundo do livro põe abaixo qualquer perspectiva de isolamento ou atraso do Brasil no que tange ao campo das idéias e estabelece outras temporalidades, evidenciando que, levadas em conta as preferências do leitor, a história da literatura acabaria por fundar um cânone bem diverso daquele que conhecemos atualmente, com obras cuja popularidade ignora as fronteiras nacionais e estéticas. O mesmo pode se dizer do campo das práticas teatrais cujas pesquisas têm revelado verdadeira rede transnacional, conectando  a produção dramatúrgica e os agentes teatrais do Brasil, Portugal e França. Em suma, as pesquisas demonstram que a par da constituição dos Estados Nacionais dá-se um processo intenso de globalização cultural que não respeita fronteiras. O abandono da mirada endógena, calcada na produção nacional canônica estabelecida pela historiografia literária a partir do período pós-independência, traz para o centro de debates a produção literária feminina, humorística, pornográfica, revelando surpreendente variedade em contraposição à imagem consolidada pela pesquisa anterior. 

Nem sempre, porém, essas perspectivas têm entrado em contato, o que dificulta que delas emerja uma visão integrada (ou não) do século XIX. Daí o objetivo principal dessa chamada consistir em promover o diálogo entre pesquisadores ocupados com a renovação da compreensão daquele período. Trata-se, em outras palavras, de produzir interlocução entre perspectivas analíticas que pouco têm interagido diretamente, para daí articular uma perspectiva ampla e necessariamente compósita, da produção literária desse período histórico. Por consequência, são sugeridas contribuições sobre obras marginais ao cânone instituído desde então, sobre a história do livro e da leitura, compreendendo a circulação social da literatura daquele período, sobre os pressupostos paradigmáticos (epistemológicos) que têm orientado a pesquisa recente, em suma, sobre as perspectivas para a pesquisa futura no campo.

 

Data-limite para submissão: 7 de setembro de 2019

 
Publicado: 2019-08-31
 

Chamada para o número temático: A literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações

 

 

A literatura brasileira do século XIX em debate: novos objetos, novas metodologias, novas interpretações


Organizadores: Pedro Dolabela Chagas (UFPR) e Valéria Augusti (UFPA)


Após o trabalho fundador realizado entre os anos 50 e 80 pelas gerações de Antonio Candido, Roberto Schwartz, Silviano Santiago, Luiz Costa Lima e Flora Süssekind... –, a pesquisa acadêmica recente tem renovado, de várias maneiras, a compreensão que se tinha da literatura no “longo século XIX” brasileiro, iniciado com a Independência e finalizado com a República Velha. Da perspectiva da produção literária, percebe-se os limites dos conceitos de escola literária ou movimento literário enquanto instrumentos de análise capazes de dar conta das características formais de um conjunto de obras.  As poéticas e retóricas clássicas, em lugar de verem seu ocaso nas letras coloniais, contaminam a produção literária e a crítica românticas, tornando porosas as fronteiras entre ambas, a mirada romântica contamina, por sua vez, a produção naturalista, dificultando as atribuições taxionômicas comumente aceitas.  As noções de centro e periferia vêem-se relativizadas por uma produção que se estende por todo território nacional e extrapola fronteiras nacionais graças à tradução de obras que atravessam o Atlântico rumo ao continente Europeu. Da perspectiva da circulação e recepção das obras, um sistema intenso de trocas intercontinental, proporcionado pela atuação de diversos agentes do mundo do livro põe abaixo qualquer perspectiva de isolamento ou atraso do Brasil no que tange ao campo das idéias e estabelece outras temporalidades, evidenciando que, levadas em conta as preferências do leitor, a história da literatura acabaria por fundar um cânone bem diverso daquele que conhecemos atualmente, com obras cuja popularidade ignora as fronteiras nacionais e estéticas. O mesmo pode se dizer do campo das práticas teatrais cujas pesquisas têm revelado verdadeira rede transnacional, conectando  a produção dramatúrgica e os agentes teatrais do Brasil, Portugal e França. Em suma, as pesquisas demonstram que a par da constituição dos Estados Nacionais dá-se um processo intenso de globalização cultural que não respeita fronteiras. O abandono da mirada endógena, calcada na produção nacional canônica estabelecida pela historiografia literária a partir do período pós-independência, traz para o centro de debates a produção literária feminina, humorística, pornográfica, revelando surpreendente variedade em contraposição à imagem consolidada pela pesquisa anterior. 

Nem sempre, porém, essas perspectivas têm entrado em contato, o que dificulta que delas emerja uma visão integrada (ou não) do século XIX. Daí o objetivo principal dessa chamada consistir em promover o diálogo entre pesquisadores ocupados com a renovação da compreensão daquele período. Trata-se, em outras palavras, de produzir interlocução entre perspectivas analíticas que pouco têm interagido diretamente, para daí articular uma perspectiva ampla e necessariamente compósita, da produção literária desse período histórico. Por consequência, são sugeridas contribuições sobre obras marginais ao cânone instituído desde então, sobre a história do livro e da leitura, compreendendo a circulação social da literatura daquele período, sobre os pressupostos paradigmáticos (epistemológicos) que têm orientado a pesquisa recente, em suma, sobre as perspectivas para a pesquisa futura no campo.


Data-limite para submissão: 31 de agosto de 2019

 

 
Publicado: 2019-04-28
 

Chamada para o número temático: As muitas coisas de Clarice Lispector

 

Bichos, jardins, máquinas, palavras: a literatura de Clarice Lispector é povoada das mais diversas coisas, e coisas das mais peculiares, pois que, o tempo todo, olham de volta quem as olha, invertendo a relação sujeito-objeto e questionando, assim, os lugares do mundo, os laços sociais e naturais, os laços de família, i.e., os laços familiares, de familiarização. Nesse sentido, a famosa demanda da personagem de Guimarães Rosa, de perscrutar o “quem das coisas”, parece ser também a busca mais radical da poética interrogativa de Clarice Lispector: não “o que é o mundo?”, mas “quem são o mundo?”, “quem são as coisas que são o mundo?” A “coisa” de/para Clarice parece designar, portanto, não o inominável, mas a conversão do nomear em perguntar, uma devassa infinita daquilo que se esconde por trás do nome e da afirmação, da entrelinha que toda linha comporta: “Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e este é o nome”. E nessa investigação que caracteriza sua literatura, é como se tudo tendesse a se tornar “coisa”, um daqueles significantes excedentes de que falava Lévi-Strauss: pois que talvez o que lhe interesse, acima de tudo, seja fazer-ver (numa poética do olhar) em tudo esse excesso de significação, esse excesso à nomeação, que é a condição de toda literatura, possivelmente a coisa das coisas para ela – não é um acaso, assim, que, como lembra Raul Antelo, Hélio Pólvora, em seu parecer para o INL, tenha dito que Água viva “é mais uma de suas coisas, das muitas coisas que Clarice Lispector tem perpetrado sob o rótulo de romance”. Refletir sobre essas coisas, as muitas coisas de Clarice – animais, espaços, dispositivos, linguagem, laços sociais –, sobre o estatuto que têm na sua literatura, sobre os muitos modos em que se dizem nela: eis a proposta desse número temático organizado por Alexandre Nodari e João Camillo Penna, e que está aberto às contribuições as mais diversas.

O prazo para envios é 31 de agosto de 2018, e as submissões devem ser feitas pelo site: https://revistas.ufpr.br/letras/about/submissions#onlineSubmissions

 
Publicado: 2018-05-24
 

Resultado do edital de seleção de bolsista de revisão

 

Foram aprovados no edital, com a seguinte classificação:

  1. Rondinelly Gomes Medeiros
  2. Iamni Reche Bezerra

Curitiba, 10 de março de 2018

 

Alexandre Nodari (Editor geral da Revista Letras)

Curitiba, 10 de março de 2018

 
Publicado: 2018-03-11
 

Edital de seleção de bolsista de revisão

 

1. O presente edital visa selecionar 1 (um) bolsista para o serviço de revisão de (1) um número da revista Letras.

2. O valor a ser pago é de R$1500,00 (mil e quinhentos reais), em prestação única, na forma de 1 (uma) bolsa, no mês de abril.

3. As inscrições devem ser feitas por email (alexandre.nodari@gmail.com) entre os dias 01 e 08 de março de 2018.

a)     Para se inscrever, os candidatos devem estar regularmente matriculados na Universidade Federal do Paraná, em nível de graduação ou pós-graduação.

b)    A inscrição consiste no envio de nome completo, curso, período e currículo referente às atividades a serem desenvolvidas (revisão), para o endereço eletrônico alexandre.nodari@gmail.com (email do editor-geral da revista).

4. A avaliação será feita de acordo com os currículos e, se necessário, por meio de entrevistas a serem agendadas por email.

5. Terão prioridade na seleção estudantes do doutorado que possuam o título de mestre em Letras, na medida em que o conhecimento da área é essencial nos serviços de revisão. Não havendo candidatos com o título de mestre em Letras, serão priorizados os estudantes com graduação na mesma área. Por fim, não havendo candidatos com graduação em Letras, serão priorizados graduandos do mesmo curso.

6. Os editores da revista classificarão os candidatos de acordo com o currículo e, se necessário, entrevista (ítem 4).

7. O resultado será publicado dia 10/3/2018.

8. A validade do edital é de 2 (dois) anos, podendo, em caso de necessidade, os classificados virem a ser chamados para a prestação do serviço de revisão em período distinto e com valores diferentes de bolsa do que os descritos nesse edital.

 

Alexandre Nodari - Editor geral da revista Letras

 
Publicado: 2018-03-01
 

Chamada para o número temático (97): Retórica e Alteridade

 

Graças à cooperação da Revista LETRAS da UFPR (http://revistas.ufpr.br/letras), a quem agradecemos novamente, publicaremos um número temático com o título de nosso Congresso: “Retórica e Alteridade”.

Infelizmente, o número possível de publicações é de 18 textos, os quais deverão ser submetidos ao escrutínio dos avaliadores da Revista.

Instruções específicas:

 

  • adequação às regras da Revista, disponíveis em: http://revistas.ufpr.br/letras/about/submissions#onlineSubmissions
  • submissão online dos originais até o dia 04 de dezembro de 2017.

 

Permanecemos à disposição para responder a qualquer dúvida pelo e-mail sbretorica@gmail.com.

 

Saudações

 

Os Editores

Anderson Zalewski Vargas

Gissele Chapanski

Pedro Ipiranga Júnior

Pedro Dolabela Chagas

Sérgio Kalil

 
Publicado: 2017-09-24
 

Prazo de submissão prorrogado

 
O prazo de submissão para o número temático Linguística Formal foi prorrogado para 26 de fevereiro de 2017.  
Publicado: 2017-02-13
 

Chamada temática para o n. 96 (2017): Linguística Formal

 

Chamada temática para o n. 96 (2017): Linguística Formal


Organização de Patrícia Rodrigues (UFPR), Maria José Foltran (UFPR),  Roberta Pires de Oliveira (UFSC) e Ana Paula Quadro Gomes (UFRJ) 


A Revista Letras, ligada aos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras da UFPR, abre chamada para submissão de artigos para o número temático “Linguística Formal”, a ser publicado em junho de 2017. Convidamos pesquisadores a contribuírem com trabalhos inéditos em qualquer tópico relativo a estudos formais da linguagem, incluindo fonética, fonologia, sintaxe, morfologia, semântica, pragmática, aquisição da linguagem e interfaces. As submissões de textos devem ser realizadas até 26 de fevereiro de 2017 pelo sistema online da Revista Letras, e seguir as regras disponíveis aqui: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/about/submissions

 
Publicado: 2016-10-16 Mais...
 

Chamada temática para o n. 95 (2016): Tempo e tradução

 

Tempo e Tradução

Organização de Maurício Cardozo (UFPR) e Viviane Veras (UNICAMP)

 

Falar de tempo e tradução é falar das coisas mais diversas. É falar das especificidades temporais e aspectuais de línguas diferentes e das implicações dessas diferenças na construção do(s) tempo(s) narrativo(s) de determinada tradução, mas é também falar do tempo e da vida empenhada na realização de determinado encargo tradutório. É falar da prática da tradução e do pensamento tradutório nas épocas mais distintas, mas também de suas transformações ao longo dos tempos. Falar de tempo e tradução é falar da tradução feita inexoravelmente em seu tempo, mas também do(s) tempo(s) que cada tradução não é capaz de deixar de reinventar. É falar dos tempos da tradução, dos tempos na tradução, do tempo em tradução e de um tempo de tradução.

 

Especialmente no campo da tradução literária, são emblemáticas da relação entre tempo e tradução discussões que naturalizam certa efemeridade e datação do texto traduzido, em oposição a uma suposta perenidade do original, mas há também aquelas que reconhecem na tradução uma forma de rejuvenescimento das obras traduzidas e de desdobramento da vida de um original. Há discussões centradas nas relações temporais de determinados modos de traduzir e em suas implicações na recepção do texto traduzido. Há discussões em torno da contemporaneidade e da extemporaneidade de determinadas traduções, assim como sobre seu impacto no processo histórico de construção e formação de um padrão estético, de um cânone, de uma literatura. E várias dessas discussões, não raro, organizam-se, mais ou menos explicitamente, em torno de uma questão cada vez mais candente na área dos Estudos da Tradução: a do(s) tempo(s) da retradução.

 

Nas últimas décadas, a partir do forte processo de institucionalização do campo dos Estudos da Tradução e da crescente profissionalização da atividade de tradutor, tornou-se cada vez mais imperativo, num horizonte de interesses que cobre todo o campo das Humanidades, discutir a questão do lugar da tradução, do lugar do tradutor, assim como a questão da tradução como disseminadora e fundadora de lugares − políticos, linguísticos, culturais, ideológicos. Nesse movimento, no entanto, diferentes vertentes do pensamento tradutório tradicional e contemporâneo passam mais decisivamente pelo como, onde, de onde e para onde, do que pelo quando da tradução, mesmo quando se trata de discutir centralmente a questão do tempo. Se essa tendência espacializadora se mostra tão presente na discussão da tradução – como em tantos outros âmbitos de discussão da condição humana –, eis aí mais uma razão para problematizarmos sua dimensão temporal.

 

Este número temático da Revista Letras abre espaço para a reflexão sobre os diversos caminhos que se abrem a partir da relação entre tempo e tradução, explorando as possíveis figurações do tempo no pensamento contemporâneo sobre a tradução, bem como suas implicações teóricas e críticas para a tradução, em geral, e para a tradução literária, em particular.

As submissões de textos devem ser realizadas até 15 de outubro de 2016 pelo sistema online da Revista Letras, e seguir as regras disponíveis aqui: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/letras/about/submissions

 
Publicado: 2016-03-24
 

Novo formato de submissão

 
Os editores, após consulta ao conselho, decidiram modificar o formato de submissão da revista, que não mais se dará por fluxo contínuo, mas por meio de chamadas temáticas. Serão duas chamadas temáticas por ano, uma de estudos literários e uma de estudos lingüísticos; a primeira será divulgada em janeiro de 2016. Todos os artigos que foram submetidos até a presente data serão avaliados normalmente, e caso sejam aprovados serão publicados em uma das duas próximas edições (dezembro/2015 e junho/2016).  
Publicado: 2015-11-01
 

DOI

 

Os artigos e volumes publicados pela Revista Letras contam agora com o Digital Object Identifier (DOI).

 
Publicado: 2014-10-01
 
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