Suavização de Resultados e Remuneração dos Executivos: Evidências em Empresas Brasileiras Listadas na B3
DOI:
https://doi.org/10.5380/rcc.18.100170Palavras-chave:
Income Smoothing, Remuneração de Executivos, Teoria da AgênciaResumo
A pesquisa tem como objetivo analisar a influência da remuneração variável de executivos na prática de suavização de resultados em empresas brasileiras do subsetor de energia elétrica listadas na B3. Fundamentado na Teoria da Agência o estudo investiga como os incentivos financeiros moldam as escolhas contábeis dos gestores. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como descritiva, quantitativa e documental, com uma amostra de 34 empresas brasileiras de capital aberto do segmento de energia elétrica listadas na B3 analisadas no período de 2012 a 2020. Para a identificação da suavização, utilizou-se o Modelo de Eckel (1981) e a técnica estatística de regressão linear múltipla com dados em painel estimado pelo método dos Mínimos Quadrados Ordinários (OLS). Os resultados evidenciam uma relação positiva e estatisticamente significante entre a remuneração variável e o índice de Eckel. Na métrica utilizada, este achado indica uma menor incidência de suavização de resultados em empresas com pacotes de incentivos mais elevados. Conclui-se, portanto, que no setor elétrico brasileiro, a remuneração variável atua como um mecanismo eficaz de alinhamento de interesses, reduzindo a propensão do gestor em distorcer as informações contábeis e reforçando a transparência dos lucros reportados.
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