Comunicação de riscos e intervenções midiáticas na gestão de riscos de desastres – contribuições de duas experiências práticas no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/dma.v67i.98784

Palavras-chave:

comunicação de riscos, intervenções midiáticas, GRD, PN-PDC, GIRD+10

Resumo

A intensificação dos desastres, agravada pelas mudanças climáticas e desigualdades estruturais, exige estratégias comunicacionais para fortalecer a resiliência e ampliar a capacidade de resposta da sociedade. Nesse contexto, este artigo visa investigar os fundamentos teórico-conceituais da interconexão entre comunicação de riscos e intervenções midiáticas (media interventions), assim como sua contribuição para potencializar a gestão de riscos de desastres (GRD) no Brasil. A fundamentação teórica abrange os estudos no campo da comunicação e percepção de riscos e das intervenções midiáticas. A metodologia compreende revisão da literatura nas áreas do referencial teórico e estudo de caso de duas experiências inéditas no país, o projeto GIRD+10 e o processo de elaboração do primeiro Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PN-PDC). Os resultados reforçam o entendimento de que a comunicação de riscos vai além da mera disseminação de informações ao integrar práticas participativas, transparência e adaptação de mensagens a diferentes públicos e contextos socioculturais. A diversidade de estratégias comunicacionais adotadas nas duas iniciativas examinadas favoreceu o engajamento dos multiplicadores, garantiu a transparência nas ações programadas e a percepção de que há políticas de GRD em curso no país. O estudo ressalta a necessidade de diretrizes que assegurem a efetividade dessas práticas, com destaque para a capacitação continuada, o monitoramento de campanhas e o acesso ampliado à informação confiável.

 

Biografia do Autor

Cilene Victor, Universidade Metodista de São Paulo (UMESP)

Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), onde é líder do grupo de pesquisa ''Jornalismo Humanitário e Media Interventions'' (HumanizaCom), professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, e docente responsável pelo Projeto de Extensão Montanhão - UMESP de Justiça Climática, Resiliência e Adaptação.

Lilian Sanches, Universidade de São Paulo (USP)

Doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Comunicação Social, é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, onde também cursou pós-graduação em Gestão de Conteúdo Jornalístico com Ênfase em Plataformas Digitais. Em consonância com o objeto de pesquisa, participa do grupo de pesquisa HumanizaCom, onde tem buscado trabalhar narrativas que contribuam para a desconstrução de estereótipos reforçados pela cultura midiática. Além disso, tem como objetivo seguir investigando os elementos culturais, políticos e psicossociais envolvidos na representação social do terrorismo, buscando alternativas que visem reduzir as distorções da realidade bem como contribuir para combater o fenômeno da islamofobia e preconceitos que permeiam a temática. Ademais, acumula mais de 15 anos de experiência profissional, cobrindo diversas editorias como cultura, economia, gestão de cidades, serviços públicos e assuntos internacionais.

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Publicado

2026-06-18

Como Citar

Victor da Silva, C., & Sanches, L. (2026). Comunicação de riscos e intervenções midiáticas na gestão de riscos de desastres – contribuições de duas experiências práticas no Brasil. Desenvolvimento E Meio Ambiente, 67, 559–586. https://doi.org/10.5380/dma.v67i.98784

Edição

Seção

Comunicação de riscos e desastres socioambientais