n. 22 - O DESMONTE DAS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES CONFRONTADO PELAS ENTIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICAS

Silvana Ventorim, Fernanda Bindaco da Silva Astori, Juverci Fonseca Bitencourt

Resumo


Analisa documentos publicados nos sítios eletrônicos de entidades acadêmico-científicas brasileiras sobre as políticas de formação de professores, entre 2015 e 2019. Na análise documental de 19 textos, identificados na forma de notas, cartas, boletins, manifestos, documentos finais de evento, documentos base de audiências e moções públicas que abordam a formação de professores, assume a produção textual como espaço de fabricação, que nos seus usos e apropriações, constitui o debate sobre as políticas de formação de professores. Os resultados apontam que os elementos constituidores do debate sobre as políticas de formação de professores tencionam o recente cenário político educacional que tem como efeitos o esvaziamento do projeto de formação inicial dos professores da educação básica, a desqualificação da profissão e dos processos de formação continuada de professores e a vinculação da formação de professores às avaliações externas e em larga escala. As entidades manifestam-se pelos processos democráticos de produção de políticas educacionais e incentivam a comunidade acadêmica e educacional a manter a governança sobre o seu campo de atuação.

Palavras-chave


Políticas educacionais; Formação de professores; Entidades acadêmico-científicas.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/jpe.v14i0.71854

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Publicado pelo Núcleo de Políticas Educacionais (NuPE) e pela linha de pesquisa em Políticas Educacionais do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFPR), da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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