GARDENS AS WAYS OF EXISTENCE? A STUDY WITH EPIDERMAL SCREENINGS.
UM ESTUDO COM ESCUTAS EPIDÉRMICAS
DOI:
https://doi.org/10.5380/diver.v18i1.99667Keywords:
Insurgência camponesa, Decolonialidade, Corpo-território, Bruno LatourAbstract
This article presents a theoretical-empirical investigation on how peasant gardens constitute decolonial modes of existence, analyzing their practices as alternative forms of knowledge production and social organization. Starting from the theoretical framework of modes of existence (LATOUR, 2013) articulated with epistemologies of the South (SANTOS, 2018), we develop the methodological concept of epidermal listening - a sensitive approach that captures knowledge embodied in the gestures, cycles and memories that permeate these practices. Through writings (EVARISTO, 2017), we identify three central axes: (1) gardens as pedagogical spaces where knowledge is transmitted bodily, (2) Creole seeds as biocultural archives of resistance to epistemicide, and (3) lunar cycles as knowledge systems. Our conclusions point to gardens as modes of existence that configure concrete pluriverses (ESCOBAR, 2018), where economy, spirituality and education are intertwined in a non-dichotomous way. The study contributes to the debates on decolonial agroecology and pedagogies of the body-territory, revealing in gardens not only spaces for cultivation, but complete existential projects that challenge modern ontologies.
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