Nível de estresse no trabalho dos enfermeiros em Organização de Procura de Órgãos
Palavras-chave:
Enfermagem, Saúde Ocupacional, Esgotamento Profissional, Estresse Fisiológico, Obtenção de Tecidos e ÓrgãosResumo
Objetivo: Avaliar os níveis de estresse ocupacional entre enfermeiros atuantes em Organizações de Procura de Órgãos no Brasil.
Método: Estudo transversal e quantitativo com coleta de dados entre março e maio de 2025 em plataforma eletrônica por meio da Job Stress Scale com dimensões demanda psicológica, controle sobre o trabalho e apoio social. Análise com estatística descritiva, escores dicotomizados e categorizados em quatro quadrantes: alto desgaste, trabalho passivo, trabalho ativo e baixo desgaste. Associações com apoio social, tempo de formação e idade.
Resultados: Participaram 48 enfermeiros, 15 (31%) categorizados como baixo desgaste, 13 (27%) trabalho ativo, 11 (23%) alto desgaste e nove (19%) trabalho passivo. Observou-se baixo apoio social entre os grupos mais vulneráveis.
Conclusão: Apesar da autonomia e competência técnica, enfermeiros estão expostos a condições psicossociais desfavoráveis, indicando necessidade de estratégias institucionais que equilibrem demandas e controle, valorizando o suporte social como fator protetor da saúde mental e essencial ao êxito da doação de órgãos.
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