Mineração e alteridade: como a perspectiva jonasiana é imperativa para a prevenção de desastres

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/dma.v68i.98311

Palavras-chave:

Hans Jonas, mineração, teoria da responsabilidade, água

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar, sob a ótica de Hans Jonas, o impacto das atividades de extração mineral sob corpos hídricos subterrâneos e suas consequências para o abastecimento humano e não-humano, utilizando-se da teoria da responsabilidade do filósofo alemão, sobretudo de seu conceito de “Heurística do temor”. Primeiramente, busca-se expor os fundamentos metafísicos que levaram à imposição de um modo de relação do ser humano com a natureza, fundada no dualismo ser humano versus natureza, tão criticado por Jonas. A seguir, situa-se a crítica jonasiana à técnica, tomando como referência a exploração mineral e as atividades de extração mineral com seus impactos nos corpos hídricos como um dos exemplos mais firmes e práticos das consequências resultantes desse dualismo. A partir daí, discute-se a possibilidade de uma mineração eticamente responsável, delineando os limites éticos para a atividade minerária. Nesse sentido, será apontado um imperativo ético para que possamos pensar atividades econômicas em que caibam não somente as atuais gerações e suas necessidades, mas também as necessidades de sobrevivência das gerações futuras.

Biografia do Autor

Paulo Henrique Santos Queiroz, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Bacharel em Engenharia Civil - IFMA. Mestre em Tecnologia Ambiental - UFF.

Ozanan Vicente Carrara, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Professor titular da UFF - Campus Aterrado. Doutor em Ética e Filosofia Política pela UERJ (2008), com período de pesquisa na Université de Strasbourg, França. Estágio pós-doutoral na Université Paris X (Nanterre/La Défense). 

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Queiroz, P. H. S., & Carrara, O. V. (2026). Mineração e alteridade: como a perspectiva jonasiana é imperativa para a prevenção de desastres . Desenvolvimento E Meio Ambiente, 68, 161–184. https://doi.org/10.5380/dma.v68i.98311

Edição

Seção

Artigos