Mineração e alteridade: como a perspectiva jonasiana é imperativa para a prevenção de desastres
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.98311Palavras-chave:
Hans Jonas, mineração, teoria da responsabilidade, águaResumo
O objetivo deste artigo é analisar, sob a ótica de Hans Jonas, o impacto das atividades de extração mineral sob corpos hídricos subterrâneos e suas consequências para o abastecimento humano e não-humano, utilizando-se da teoria da responsabilidade do filósofo alemão, sobretudo de seu conceito de “Heurística do temor”. Primeiramente, busca-se expor os fundamentos metafísicos que levaram à imposição de um modo de relação do ser humano com a natureza, fundada no dualismo ser humano versus natureza, tão criticado por Jonas. A seguir, situa-se a crítica jonasiana à técnica, tomando como referência a exploração mineral e as atividades de extração mineral com seus impactos nos corpos hídricos como um dos exemplos mais firmes e práticos das consequências resultantes desse dualismo. A partir daí, discute-se a possibilidade de uma mineração eticamente responsável, delineando os limites éticos para a atividade minerária. Nesse sentido, será apontado um imperativo ético para que possamos pensar atividades econômicas em que caibam não somente as atuais gerações e suas necessidades, mas também as necessidades de sobrevivência das gerações futuras.
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