The impact of nomenclature attributed to victims of technological environmental disasters: the case of the Fundão dam collapse

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5380/dma.v67i.99754

Keywords:

identity, technological environmental disasters, nomenclature, Fundão dam, risk communication

Abstract

This study examines the impact of the nomenclature attributed to victims of technological environmental disasters, taking the collapse of the Fundão dam in Mariana, Brazil, as an empirical reference. It discusses how naming practices affect identity construction, rights claims, and processes of recognition in the post-disaster context. Through an analytical and interdisciplinary literature review, the research investigates the multiplicity of terms mobilized to designate both the event and those affected, particularly the categories affected people and disaster victims. It evaluates their adequacy to the examined context and explores their political, communicational, and legal implications. By incorporating a risk communication perspective, the study argues that the selection of specific labels operates as a device of power and a discursive instrument for the symbolic management of the disaster, shaping public perception, institutional narratives, and the legitimization of individuals as victims. The findings indicate that the categories affected persons and internally displaced persons are the most consistent for social and legal recognition. Meanwhile, the notion of internal refugee emerges as a category with significant critical and political potential to convey the gravity of rights violations and processes of deterritorialization. The study concludes that terminological disputes extend beyond semantics; they are communicational and ethical, constituting a central dimension of the power dynamics that define who is heard, who is silenced, and who is recognized. 

Author Biographies

Andreza Aparecida Franco Câmara , Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Doctoral degree in Sociology and Law from Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói/RJ, Brazil. Master’s degree in Law from Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro/RJ, Brazil Degree in Law from Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO), Duque de Caxias/RJ, Brazil. Associate Professor at the Department of Law of Macaé, at the UFF Associate Professor at the Department of Law. Professor of the Sustainable Development Practices Program of Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica/RJ, Brazil.

Ludmilla Pereira Massoto Laranjeiras, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

PhD candidate in Environmental Studies at Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro/RJ, Brazil. Master’s degree in Sustainability Management from National University (NU), San Diego, United States – Diploma revalidated in Brazil by Universidade de São Paulo (USP). Master’s degree in Sustainable Development Practices from Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica/RJ, Brazil. Specialist Certification in Environmental Education from Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria/RS, Brazil. Specialist Certification in Science Communication from Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Rio de Janeiro/RJ, Brazil. Bachelor’s degree in International Relations from Universidade Anhembi Morumbi (UAM), São Paulo/SP, Brazil. Technological degree in International Negotiations from Universidade Anhembi Morumbi (UAM), São Paulo/SP, Brazil.

References

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. (1998). Princípios orientadores relativos aos deslocados internos. https://www.acnur.org/fileadmin/Documentos/portugues/BD_Legal/Documentos_da_ONU/Principios_orientadores_relativos_aos_deslocados_internos_1998.pdf

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. (2022a). Deslocados internos. https://www.acnur.org/portugues/quem-ajudamos/deslocados-internos/

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. (2022b). Refugiados. https://www.acnur.org/portugues/quem-ajudamos/refugiados/

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. (2016). Relatório de segurança de barragens 2015. https://www.apac.pe.gov.br/images/media/Relatorio_Seguranca/RelatorioSegurancaBarragens_2015VejaErrata.pdf

Agência Nacional de Aviação Civil. (2012, 10 de julho). Resolução nº 144, de 10 de julho de 2012: Dispõe sobre as definições de acidente e incidente e outros aspectos relacionados à segurança operacional. Diário Oficial da União.

Bauman, Z. (2005). Identidade. Jorge Zahar.

Beck, U. (2010). Sociedade de risco: Rumo a uma outra modernidade. Editora 34.

Benincá, D. (2011). Energia & cidadania: A luta dos atingidos por barragens. Cortez.

Câmara, A., Terra, A., & Miranda, N. (2019). A governança interfederativa do desastre tecnológico de Mariana: Uma reflexão sobre a gestão de conflitos socioambientais. In XIII Reunião de Antropologia do Mercosul. https://www.researchgate.net/publication/342923757_A_Governanca_Interfederativa_do_Desastre_Tecnologico_de_Marina_Uma_reflexao_sobre_a_gestao_de_Conflitos_Socioambientais

Castells, M. (1999). O poder da identidade (2a. ed.). Paz e Terra.

Comitê Brasileiro de Barragens. (s.d.). Um momento para reflexão e ação. http://cbdb.org.br/

Comitê Interfederativo. (2018). Deliberação nº 29. https://www.gov.br/ibama/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/cif/arquivos/notas-tecnicas/CT-OS/2018/cif-ct-os-nt-2018-29.pdf

Covello, V., & Sandman, P. (2001). Risk communication: Evolution and revolution. In A. Wolbarst (Ed.), Solutions to an environment in peril. Johns Hopkins University Press.

Fundação Estadual do Meio Ambiente. (2017). Inventário de barragem do Estado de Minas Gerais – Ano 2015. http://www.feam.br/images/stories/2017/RESIDUO_MINERA%C3%87%C3%83O/Invent%C3%A1rio_de_Barragens_2016.pdf

Fundação Renova. (2016). TTAC – Termo de transação e de ajustamento de conduta. https://www.fundacaorenova.org

Gomide, C. S., Coelho, T. P., Trocate, C., Milanez, B., & Wanderley, L. J. de M. (Orgs.). (2018). Dicionário crítico da mineração. Editorial iGuana. https://www2.ufjf.br/poemas/files/2014/07/Gomide-2018-Dicion%C3%A1rio-cr%C3%ADtico-da-minera%C3%A7%C3%A3o.pdf

Hall, S. (2006). A identidade cultural na pós-modernidade (11a. ed.). DP&A.

International Organization for Migration. (2009). Direito internacional da migração: Glossário de migração, (22). https://publications.iom.int/system/files/pdf/iml22.pdf

International Organization for Migration. (2022). Key migration terms. https://www.iom.int/key-migration-terms

Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. (1998, 12 de fevereiro). Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm

Lobato, B. (2018). A Sirene, o jornal dos atingidos. Observatório da Imprensa. https://www.observatoriodaimprensa.com.br/atlas-da-noticia-2-0/a-sirene-o-jornal-dos-atingidos/

Mazzola, B. G. (2018). Da gestão dos stakeholders à licença social para operar: O caso do desastre de Mariana [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. https://doi.org/10.11606/T.12.2018.tde-13072018-152431

Medeiros, J. L. (2008). Identidades em movimento: Nação, cyberespaço, ambientalismo e religião no Brasil contemporâneo. Sulina.

Organização Internacional para as Migrações. (2009). Direito internacional da migração: Glossário de Migração, n. 22. https://publications.iom.int/system/files/pdf/iml22.pdf

Organização Mundial da Saúde. (2017). Communicating risk in public health emergencies: A WHO guideline for emergency risk communication (ERC) policy and practice. https://apps.who.int/iris/handle/10665/259807

Pacífico, A. P., Pinheiro, A. T., Granja, J. P. F. de V., & Varela, A. (2020). O estado da arte sobre migração forçada no Brasil, entre 2007 e 2017. In A. P. Pacífico, A. T.

Pinheiro, J. P. F. de V. Granja, & A. Varela, O estado da arte sobre refugiados, deslocados internos, deslocados ambientais e apátridas no Brasil (pp. 47–62). EDUEPB. https://doi.org/10.7476/9786587171128

Samarco Mineração. (2017, 9 de dezembro). Audiência pública do licenciamento operacional corretivo do Complexo de Germano – Mariana/MG [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=ym0WcZmoDcE

Santos, M. (2022). O desastre de Mariana através do Jornal A Sirene: A emergência de uma estrutura de sentimento entre os atingidos. Revista Aurora, 15(45), 50–76.

Schreiber, A. (2014). Direitos da personalidade. Atlas.

Silva, G. A., Boava, D. L. T., & Macedo, F. M. F. (2017). Refugiados de Bento Rodrigues: O desastre de Mariana, MG. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 11(2), 63–80. https://doi.org/10.12712/rpca.v11i2.930

Silveira, T. (2021). Atingidos por desastres: Uma nova categoria social? In D. Zanetti, R. Reis, & M. Antolini (Orgs.), Minorias midiatizadas: Gêneros, etnias e territórios (pp. 315–336). Editora UFPel.

Terra, A. G. (2022). A morte vive: Um estudo sobre a mobilização social e a gestão de conflitos socioambientais em Governador Valadares (MG) após a contaminação do Rio Doce pelo desastre de Mariana [Tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense].

Turton, D. (2003). Refugees and “other forced migrants” (Working Paper No. 13). Refugee Studies Centre, University of Oxford. https://www.rsc.ox.ac.uk/files/files-1/wp13-refugees-other-forced-migrants-2003.pdf

United Nations High Commissioner for Refugees. (2026). Emergency handbook: Cluster approach (IASC). https://emergency.unhcr.org/entry/61190/cluster-approach-iasc

United Nations High Commissioner for Refugees. (2023). ‘Refugees’ and ‘Migrants’: Frequently Asked Questions (FAQs). https://emergency.unhcr.org/sites/default/files/2023-05/UNHCR,%20Refugees%20and%20Migrants%20-%20Frequently%20Asked%20Questions,%20Aug%202018.pdf

United Nations High Commissioner for Refugees. (2016). Resolution adopted by the General Assembly on 19 September 2016: New York Declaration for Refugees and Migrants. https://www.unhcr.org/sites/default/files/legacy-pdf/57e39d987.pdf

Vainer, C. B. (2007). O conceito de atingido: Uma revisão do debate e diretrizes. In C. Carrizo & M. Berger (Orgs.), Justicia ambiental y creatividad democrática. Alción.

Valêncio, N. (2014). Desastres: Tecnicismo e sofrimento social. Ciência & Saúde Coletiva, 19(9), 3631–3640.

Valêncio, N., Siena, M., Marchezini, V., & Gonçalves, J. C. (Orgs.). (2009). Sociologia dos desastres: Construção, interfaces e perspectivas no Brasil. Rima.

Velho, G. (1981). Individualismo e cultura: Notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Zahar.

Zhouri, A., Valencio, N., Oliveira, R., Zucarelli, M., Laschefski, K., & Santos, A. F. (2016). O desastre da Samarco e a política das afetações: Classificações e ações que produzem o sofrimento social. Ciência e Cultura, 68(3), 37–41. http://dx.doi.org/10.21800/2317-66602016000300012

Published

2026-05-29

How to Cite

Câmara , A. A. F., & Laranjeiras, L. P. M. (2026). The impact of nomenclature attributed to victims of technological environmental disasters: the case of the Fundão dam collapse. Desenvolvimento E Meio Ambiente, 67, 288–313. https://doi.org/10.5380/dma.v67i.99754

Issue

Section

Communication of socio-environmental risks and disasters