Bioculturality of the Tembé People: a case study on strategies of r-existence in the Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG), Pará, Brazil

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101275

Keywords:

biocultural heritage, cultural resilience, cultural memory, biodiversity loss, indigenous rituals, Pará Amazon

Abstract

This article analyzes bioculturality as a strategy of resistance of the Tembé-Tenetehar Indigenous Peoples in the face of environmental and territorial threats to the Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG) in Pará. Bioculturality, understood as the interdependence between biodiversity, culture, and linguistic diversity, is essential for understanding the relationship between Indigenous peoples and their territories and for maintaining their identity and survival. This research, with a qualitative approach, was based on bibliographic and field research, with participant observation, carried out between 2023 and 2024 in several TIARG villages. The Tembé-Tenetehar, originally from Maranhão, have experienced displacement and a strong acculturation process, exacerbated by the territorial invasions that occurred within TIARG in the 1970s. Climate change, biodiversity loss, and territorial conflicts profoundly threaten their cultural and spiritual practices. Elements of the fauna and flora essential to the holding of biocultural events have become scarce, hampering their rituals and the transmission of knowledge. Despite these adversities, the Tembé have led initiatives of cultural recovery, reforestation, bioeconomy, and territorial management, integrating traditional knowledge with contemporary techniques. Youth have taken on a prominent role in defending the territory, strengthening the people's resilience and generating hope for future Indigenous generations. The study concludes that valuing bioculturality is vital to ensuring the continuity of the Tembé way of life and reinforces the importance of public policies that respect and promote the rights and autonomy of Indigenous peoples.

 

Author Biographies

Carlos do Socorro Guerreiro Vaz, Universidade do Estado do Pará (UEPA)

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia da Rede Bionorte. Mestre em Biologia pela Université du Québec à Montréal. Graduado em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia. Licenciado em Biologia pela Faculdade Michelângelo. Professor efetivo da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC-PA) e da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Desenvolve pesquisas nas áreas de populações indígenas, educação ambiental,
etnobotânica e plantas medicinais.

Márlia Regina Coelho-Ferreira, Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)

Doutora em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Mestre em Biologie Végétale Tropicale pela Université Pierre et Marie Curie (Paris VI) e Graduada em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), tendo atuado no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). Docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Biológicas – Biologia Vegetal Tropical (UFRA/MPEG), da Rede Bionorte (Coordenação Estadual Pará) e do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural (MPEG). Possui experiência na área de Botânica, com ênfase em Etnobotânica, Etnofarmacologia e Botânica Econômica, atuando principalmente em estudos sobre saberes tradicionais de comunidades e povos indígenas da Amazônia brasileira relacionados à biodiversidade vegetal, com destaque para plantas medicinais de importância cultural e econômica.

Flávia Cristina Araújo Lucas, Universidade do Estado do Pará (UEPA)

Pós-Doutora pela Universidade de Coimbra, Doutor em Ciências Biológicas pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Mestre em Agronomia – Biologia Vegetal Tropical pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Professora Adjunto IV da Universidade do Estado do Pará (UEPA), criador e Curadora do Herbário MFS Profª. Dra. Marlene Freitas da Silva (MFS) e líder do Grupo de Pesquisa Estudos Interdisciplinares em Botânica. Docente permanente dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu em Ciências Ambientais e em Ciências da Religião, além de professora do Doutorado em Rede Bionorte. Atua nas áreas de Botânica (coleções botânicas, sistemática, taxonomia e morfologia), Etnobiologia, Etnobotânica, Etnofarmacologia, Bioculturalidade, manejo de recursos naturais e ecossistemas e ensino de Botânica.

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Published

2026-08-13

How to Cite

Vaz, C. do S. G., Coelho-Ferreira, M. R., & Lucas, F. C. A. (2026). Bioculturality of the Tembé People: a case study on strategies of r-existence in the Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG), Pará, Brazil. Desenvolvimento E Meio Ambiente, 68, 137–160. https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101275

Issue

Section

Articles