À beira da invisibilidade: mulheres periféricas, saneamento básico e racismo ambiental
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.96981Palavras-chave:
comunidades periféricas, engenharia ambiental e sanitária, Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS)Resumo
A pesquisa teve como objetivo traçar o perfil socioeconômico e (re)conhecer os principais problemas enfrentados por mulheres periféricas da cidade de Chapecó/SC acerca dos serviços de saneamento básico. A proposta metodológica teve como base a pesquisa aplicada com abordagem quali-quantitativa e foi desenvolvida por meio da realização de entrevistas com uma parcela das mulheres residentes em duas comunidades da periferia do município. Os resultados indicam que periferia não pode ser usada como um termo genérico que abarca todas as realidades igualmente. Há periferias dentro de periferias e, nesse sentido, as políticas públicas devem sempre levar em conta as especificidades locais. Para além disso, ao relacionar os dados do perfil socioeconômico, principalmente o marcador racial das participantes da pesquisa, com a situação diagnóstica sobre os serviços de saneamento, fica evidente a manifestação de racismo ambiental.
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