A familiarização da mandioca nos agroecossistemas dos povos indígenas do Oiapoque

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101741

Palavras-chave:

agrobiodiversidade, roça, diálogo

Resumo

Frente às aceleradas mudanças nos contextos agrícolas mundiais, com tendência ao monocultivo, à homogeneização e à perda da variabilidade genética das espécies cultiva das, o presente estudo teve como objetivo demonstrar a importância dos conhecimentos dos povos indígenas no manejo da agrobiodiversidade, com ênfase na familiarização da mandioca. A pesquisa foi de natureza predominantemente qualitativa, através de uma abordagem interdisciplinar. Propusemos uma discussão sobre a familiarização da mandioca, em diálogo
com as discussões antropológicas sobre o tema, considerando que o conceito de domesticação apresentou algumas lacunas para explicar a relação dos povos indígenas do Oiapoque com as plantas, sobretudo com a mama maiõk (mandioca selvagem da montanha). Dentre as principais conclusões da pesquisa, ficou evidente que a roça indígena é mais que um espaço cultivado, é um locus de produção do conhecimento e de socialização indígena, com múltiplas dimensões que fortalecem as relações sociais dentro e fora da terra indígena. Com isso,
esperamos ter contribuído para estabelecer o necessário diálogo entre os conhecimentos indígenas e o conhecimento científico, além de fortalecer a produção científica amazônida.

Biografia do Autor

Claudiane de Menezes Gomes, Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

Bióloga, Doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural, natural de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas. Atualmente trabalho na Universidade Federal do Amapá, onde atuo Curso de Licenciatura Intercultural Indígena.

Ayton Luiz Urizzi Martins, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Atualmente sou professor Associado da Universidade Federal do Amazonas, formado em Agronomia pela Universidade Federal do Amazonas (1989), com especialização em Engenharia Ambiental, mestrado (1998) e doutorado (2016) em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela UFAM. Tenho experiência na área de Agronomia, com ênfase em Conservação da Agrobiodiversidade, atuando principalmente nos seguintes temas: estratégias de conservação, agroecossistemas familiares, política e desenvolvimento rural e etnoecologia. Também atuo na área de Paisagismo, especificamente na elaboração de projetos de estrutura vegetal e recomposição paisagística.

Hiroshi Noda, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)

Pesquisador Titular Aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, pesquisador dos grupos de pesquisa do Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos Amazônicos - NERUA da Coordenação Sociedade, Ambiente e Saúde do INPA e do Núcleo de Etnoecologia na Amazônia Brasileira - NETNO da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas - UFAM. É docente do quadro permanente do Curso de Pós-graduação Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia do Centro de Ciências do Ambiente da UFAM e do Programa de Pós Graduação em Agricultura no Trópico Úmido do INPA.

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Publicado

2026-10-07

Como Citar

Gomes, C. de M., Martins, A. L. U., & Noda, H. (2026). A familiarização da mandioca nos agroecossistemas dos povos indígenas do Oiapoque. Desenvolvimento E Meio Ambiente, 68, 454–476. https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101741