A familiarização da mandioca nos agroecossistemas dos povos indígenas do Oiapoque
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101741Palavras-chave:
agrobiodiversidade, roça, diálogoResumo
Frente às aceleradas mudanças nos contextos agrícolas mundiais, com tendência ao monocultivo, à homogeneização e à perda da variabilidade genética das espécies cultiva das, o presente estudo teve como objetivo demonstrar a importância dos conhecimentos dos povos indígenas no manejo da agrobiodiversidade, com ênfase na familiarização da mandioca. A pesquisa foi de natureza predominantemente qualitativa, através de uma abordagem interdisciplinar. Propusemos uma discussão sobre a familiarização da mandioca, em diálogo
com as discussões antropológicas sobre o tema, considerando que o conceito de domesticação apresentou algumas lacunas para explicar a relação dos povos indígenas do Oiapoque com as plantas, sobretudo com a mama maiõk (mandioca selvagem da montanha). Dentre as principais conclusões da pesquisa, ficou evidente que a roça indígena é mais que um espaço cultivado, é um locus de produção do conhecimento e de socialização indígena, com múltiplas dimensões que fortalecem as relações sociais dentro e fora da terra indígena. Com isso,
esperamos ter contribuído para estabelecer o necessário diálogo entre os conhecimentos indígenas e o conhecimento científico, além de fortalecer a produção científica amazônida.
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