Distribuição espacial da população e uso e cobertura da terra na Amazônia: um estudo de caso no Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN)
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.101689Palavras-chave:
Amazônia, áreas protegidas, cobertura florestal, fragmentação florestal, população e ambienteResumo
Analisamos as mudanças no uso e cobertura florestal no Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN), uma área da Amazônia com uma cobertura florestal ainda bem conservada. Objetivamos contribuir para a discussão do impacto das comunidades tradicionais para a cobertura florestal em áreas protegidas utilizando uma metodologia interdisciplinar. Usando um Sistema de Informações Geográficas (SIG), integramos dados secundários de uso e cobertura da terra e desmatamento entre 1990 e 2021 em uma grade regular populacional composta por um conjunto de 81.950 células de 1km², e analisamos os resultados com base nas experiências de campo. Os resultados mostram uma redução de 17.000 hectares na cobertura florestal e um aumento de 19% nos fragmentos florestais, principalmente os menores de 100 ha. As células sem população tem uma maior porcentagem de cobertura florestal. Embora as células com população tenha uma menor cobertura florestal, sugerimos que as comunidades tradicionais possuem um papel ambivalente na conservação ambiental. Nossos resultados revelam diversas interações entre fragmentação, regeneração e desmatamento nas células com e sem população, com processos de regeneração em destaque. Os resultados indicam que o Mosaico do Baixo Rio Negro cumpre sua função enquanto área protegida em consonância com as convenções internacionais e a legislação ambiental brasileira.
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