Da materialidade do signo às inferências abdutivas: um diálogo entre a semiótica e a teoria da leitura
DOI:
https://doi.org/10.5380/rel.v111i1.99756Resumo
Neste trabalho, propomos uma análise à luz da semiótica peirciana do processo de leitura em consonância com as teorias cognitivas, em especial a narratologia cognitiva. Nossa hipótese é que a semiótica possibilita a identificação de intenções autorais de produção de efeitos interpretativos ao oferecer um vocabulário preciso para a identificação de signos-pista que, ao serem percebidos no fluxo de leitura, podem incitar o leitor a inferir propriedades de personagens complextos. Exploramos esta hipótese a partir da análise da indexação de um personagem ficcional específico: Rubião, protagonista de Quincas Borba, de Machado de Assis. Ênfase será conferida a intenção de Machado de Assis de provocar inferências abdutivas no leitor por meio da construção do personagem complexo na figura de Rubião. Por fim, indicamos que o potencial heurístico da semiótica possibilita a construção de um diálogo frutífero com a teoria literária e, em especial, com as teorias cognitivas de leitura e narrativa.
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