DE LA TEORÍA A LA LÍNEA
CÓMO VEN (Y ENSEÑAN) LA CRISIS SOCIOAMBIENTAL LOS EDUCADORES DE DUQUE DE CAXIAS
DOI:
https://doi.org/10.5380/diver.v19i1.100836Palabras clave:
Educación ambiental crítica, Formación docente, Representaciones visuales, Justicia ambientalResumen
Este estudio investigó las percepciones de los docentes de una escuela pública en Duque de Caxias, Río de Janeiro, sobre cuestiones socioambientales, utilizando el análisis de dibujos producidos por los docentes durante los grupos de estudio como su principal herramienta metodológica. Los principales objetivos fueron comprender cómo los docentes representan gráficamente las relaciones sociedad-naturaleza; analizar las contradicciones y potencialidades de estas representaciones; y discutir las implicaciones para la práctica pedagógica en contextos de injusticia ambiental. Los resultados revelaron tres ejes principales en las representaciones de los docentes: (a) una dualidad entre naturalezas idealizadas y escenas urbanas de degradación (contaminación, residuos); (b) la llamativa presencia de elementos locales (como tuberías de alcantarillado que desembocan directamente en los ríos), lo que indica una mayor conciencia de los conflictos ambientales del territorio; y (c) la ausencia de representaciones de acciones colectivas o soluciones estructurales, con un enfoque predominante en las acciones individuales de cuidado ambiental. El análisis demostró que, si bien el profesorado reconoce claramente los problemas socioambientales en su contexto, sus representaciones aún están marcadas por dicotomías tradicionales (naturaleza/sociedad) que dificultan una comprensión más compleja y politizada de los problemas. La conclusión es que la formación del profesorado en educación ambiental debe avanzar hacia la superación de las visiones románticas de la naturaleza, abordando la ecología política de las zonas urbanas; conectando la crítica ambiental con las luchas locales por la justicia socioambiental; y desarrollando metodologías que ayuden al profesorado a traducir su conciencia crítica en prácticas pedagógicas transformadoras. El estudio destaca el potencial de los lenguajes visuales como herramienta de diagnóstico e intervención en la formación docente, allanando el camino para futuras investigaciones que exploren estrategias creativas de educación ambiental en contextos periféricos.
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