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ÍNDICE DE SENTIMENTO DO INVESTIDOR NO MERCADO DE AÇÕES BRASILEIRO

Bruna Thaísa Braga Nogueira, Bruna Camargos Avelino, Ana Carolina Vasconcelos Colares, Daniel Eustáquio Assis dos Reis

Resumo


Na teoria clássica de finanças, assume-se que os efeitos das decisões de agentes não racionais são rapidamente eliminados pela atividade de agentes racionais, impedindo a persistência de desvios injustificados nos preços das ações. Nessa abordagem, o sentimento do investidor não é considerado um fator relevante. Em contrapartida, as finanças comportamentais sugerem que a influência de vieses cognitivos sobre os agentes geram padrões significativos no mercado e não explicados pelos fundamentos. Desse modo, o principal objetivo deste trabalho foi construir um índice de sentimento do investidor para o mercado brasileiro, no período de 2008 a 2017. A amostra foi composta por 150 empresas não-financeiras com ações negociadas na B3 e que atenderam a um critério mínimo de liquidez em bolsa. A técnica estatística utilizada foi a Análise de Componentes Principais, selecionando-se cinco proxies já empregadas em estudos anteriores: turnover das ações, quantidade de IPOs, percentual de ações nas novas emissões, prêmio de dividendos e proporção de baixas e altas. A evolução do índice de sentimento construído mostrou-se condizente com os momentos econômicos no país, embora as variáveis turnover e proporção de baixas e altas tenham apresentado sinal diferente do esperado. Posteriormente, realizou-se uma análise de correlação entre o índice de sentimento e o Ibovespa. Constatou-se uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre as duas variáveis, indicando que altos (baixos) níveis de sentimento são parcialmente acompanhados de tendências de subida (queda) no Ibovespa.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rcc.v12i3.71338