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A ANÁLISE COMPORTAMENTAL DOS ATIVOS INTANGÍVEIS: UM ESTUDO NAS COMPANHIAS DA BM&FBOVESPA

Jéssica de Oliveira Rech, Darci Schnorrenberger, Rogério João Lunkes

Resumo


Este artigo teve por objetivo verificar o comportamento dos ativos intangíveis nos balanços das empresas, antes e após o advento da Lei 11.638/07 e regulamentações posteriores. A amostra é composta por 40 companhias de diferentes setores. A pesquisa caracteriza-se como descritiva com abordagem quali-quantitativa. Com as notas explicativas, verificaram-se as declarações de origem dos intangíveis e na análise da conta específica, a representatividade desses ativos no Balanço Patrimonial. Com esses dados, foram identificados a média, a mediana, o desvio padrão e o coeficiente de variação. Os resultados demonstram que: (i) todas as companhias da amostra manifestaram conhecer a Lei 11.638/07 e metade delas, o CPC 04; (ii) os ativos intangíveis resultaram de reclassificações de subgrupos do Ativo e não de contas de resultado; (iii) os intangíveis apresentaram uma evolução no período estudado, com uma média de 7 pontos percentuais em relação ao total do Balanço Patrimonial; (iv) as maiores mudanças ocorreram no período de 2007 a 2008, e 2010 foi o ano em que houve mais registros; e (v) o setor que mais evidenciou ativos intangíveis no período estudado foi o de Tecnologia da Informação, e o que apresentou o maior crescimento foi o de Utilidade Pública. Portanto, conclui-se que a média de evidenciação desses ativos no período é relativamente baixa, porém é perceptível e considerável o aumento de registros nos anos da promulgação da Lei 11.638/07 e do CPC 04, os quais influenciaram significativamente na evidenciação dos mesmos.


Palavras-chave


Ativos Intangíveis. Evidenciação. Lei 11.638/07.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rcc.v4i2.26983