Repensando as transições do Sul
um diálogo com Raúl Prebisch sobre periferia, desigualdade e capitalismo
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v66i.99113Palavras-chave:
mudança climática, energia, centro-periferia, troca desigual, direitos da naturezaResumo
As abordagens dominantes para transições, especialmente aquelas focadas em mudanças climáticas e energia, são examinadas criticamente, destacando suas limitações, diagnósticos incompletos e dependência de interpretações do Norte global. É feita uma distinção entre transições curtas, que representam ajustes instrumentais, gerenciais ou tecnológicos entre variedades de desenvolvimento, e transições longas, que visam mudanças além do desenvolvimento. Propomos repensar as transições a partir de uma perspectiva situada e plural. As transições não podem ser abordadas de forma isolada, pois envolvem diagnósticos esclarecedores da situação a ser superada e das metas propostas para a mudança. Elas também dependem dos contextos sociais, políticos, ecológicos e históricos de cada território e continente em que estão localizadas. Seguindo essa postura, a obra de Raúl Prebisch é revisitada, atualizando e discutindo conceitos como centro-periferia, comércio e acumulação desiguais e ética do desenvolvimento, para explorar sua relevância e utilidade na formulação de transições. Contribui para uma visão crítica e contextualizada das transições, incorporando lições do pensamento estruturalista latino-americano.
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