Serviços ecossistêmicos da bacia do Rio Ratones e o papel de uma unidade de conservação na perspectiva dos pescadores artesanais
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.97758Palavras-chave:
pescadores artesanais, serviços ecossistêmicos, áreas protegidasResumo
A abordagem dos serviços ecossistêmicos (SE) é promissora para encontrar soluções em sistemas socioecológicos, facilitando a compreensão interdisciplinar e das partes interessadas em diferentes setores da sociedade. A gestão de base ecossistêmica é uma estratégia de conservação inerentemente antropocêntrica, que pressupõe que a compreensão do valor e dos critérios de valor são necessários para a gestão dos serviços ecossistêmicos. Portanto, é essencial considerar os valores de todas as partes interessadas para gerar respostas empáticas e positivas às propostas de conservação. O objetivo desta pesquisa foi investigar e caracterizar as percepções dos pescadores artesanais sobre os serviços ecossistêmicos da bacia do rio Ratones, que é parcialmente protegida pela Estação Ecológica Carijós (ESEC Carijós) em seu baixo curso. Especificamente, buscamos identificar e caracterizar os serviços ecossistêmicos percebidos pelos pescadores nesta bacia hidrográfica e o papel da área protegida na prestação dos serviços ecossistêmicos percebidos. Conduzimos entrevistas semiestruturadas com 52 pescadores de 7 localidades dentro ou adjacentes à bacia. Identificamos 28 serviços ecossistêmicos de sete fontes provedoras de serviços. A categoria de serviços culturais foi a mais citada e teve o maior número de serviços relacionados. A presença da ESEC Carijós foi percebida positivamente, principalmente como fornecedora de alimentos e habitat para a vida selvagem, e negativamente por restringir o modo de vida tradicional, especialmente devido às condições regulatórias impostas às áreas tradicionais da pesca local. A gestão atual da ESEC Carijós, baseada em comando e controle e alto nível de foco na aplicação da regulamentação, compromete sua eficácia na prestação de serviços ecossistêmicos. Investir em um melhor relacionamento entre a comunidade e a unidade de conservação, por meio de uma gestão mais inclusiva e descentralizada, trará maior eficácia para a unidade ao promover o desenvolvimento social e ambiental e a proteção do patrimônio natural além dos limites da unidade de conservação.
Referências
Abrahão, G. R., & Asmus, M. (2018). Sistema de governança em unidades de conservação. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 44, 104–117. https://doi.org/10.5380/dma.v44i0.54962
Ainsworth, G. B., Kenter, J. O., O'Connor, S., Daunt, F., & Young, J. C. (2019). A fulfilled human life: Eliciting sense of place and cultural identity in two UK marine environments through the Community Voice Method. Ecosystem Services, 39, Article 100992. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2019.100992
Albuquerque, U. P., Lucena, R. F. P., & Cunha, L. V. F. C. (Orgs.). (2010). Métodos e técnicas na pesquisa etnobiológica e etnoecológica. NUPEEA.
Araújo, A. S. (2017). Organização espacial de Ratones, Florianópolis (SC): Dinâmicas e conflitos [Dissertação de mestrado, Universidade do Estado de Santa Catarina]. https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinculos/000041/00004128.pdf
Asah, S. T., Guerry, A. D., Blahna, D. J., & Lawler, J. J. (2014). Perception, acquisition and use of ecosystem services: Human behavior, and ecosystem management and policy implications. Ecosystem Services, 10, 180–186. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2014.08.003
Barton, D. N., Chaplin-Kramer, R., Lazos, E., Van Noordwijk, M., Engel, S., Girvan, A., Hahn, T., Leimona, B., Lele, S., Niamir, A., Özkaynak, B., Pawlowska-Mainville, A., Muradian, R., Ungar, P., Aydin, C., Iranah, P., Nelson, S., Cantú-Fernández, M., & González-Jiménez, D. (2022). Chapter 4: Value expression in decision-making. In P.
Balvanera, U. Pascual, M. Christie, B. Baptiste, & D. González-Jiménez (Orgs.), Methodological assessment report on the diverse values and valuation of nature of the intergovernmental science-policy platform on biodiversity and ecosystem services. IPBES Secretariat. https://doi.org/10.5281/zenodo.6522261
Benatti, J. H., McGrath, D. G., & Oliveira, A. C. M. (2003). Políticas públicas e manejo comunitário de recursos naturais na Amazônia. Ambiente & Sociedade, 6(2), 137–154. https://doi.org/10.1590/S1414-753X2003000300009
Berkes, F., Kofinas, G. P., & Chapin, F. S. (2009). Conservation, community, and livelihoods: Sustaining, renewing, and adapting cultural connections to the land. In C. Folke, G. P. Kofinas, & F. S. Chapin III (Eds.), Principles of ecosystem stewardship (pp. 129–147). Springer. https://doi.org/10.1007/978-0-387-73033-2_6
Bernard, H. R., & Ryan, G. W. (2010). Analyzing qualitative data: Systematic approaches. Sage.
Bezerra, G. S. C. L., Carvalho, R. M. C. M. O., Lyra, M. R. C. C., Frutuoso, M. N. M. A., & Brandão, S. S. F. (2018). Política pública e o desafio da participação social na gestão de unidades de conservação. HOLOS, 34(6), 117–129. https://doi.org/10.15628/holos.2018.4486
Blythe, J., Armitage, D., Alonso, G., Campbell, D., Esteves Dias, A. C., Epstein, G., Marschke, M., & Nayak, P. (2020). Frontiers in coastal well-being and ecosystem services research: A systematic review. Ocean & Coastal Management, 185, Article 105028. https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2019.105028
Bolker, B. M. (2008). Ecological models and data in R. Princeton University Press.
Brasil, G. (2017). A efetividade da gestão das unidades de conservação na proteção dos sistemas de manguezais da Ilha de Santa Catarina, SC [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/185407
Brighenti, C. A. (2012). Povos indígenas em Santa Catarina. In A. L. V. Nötzold, H. A. Rosa, & S. F. Bringmann (Orgs.), Etnohistória, história indígena e educação: Contribuições ao debate (pp. 37–65). Pallotti. https://leiaufsc.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/08/povos-indigenas-em-santa-catarina.pdf
Cárcamo, P. F., Flühmann, R. G., Squeo, F. A., & Gaymer, C. F. (2014). Using stakeholders' perspective of ecosystem services and biodiversity features to plan a marine protected area. Environmental Science & Policy, 40, 116–131. https://doi.org/10.1016/j.envsci.2014.03.003
Carpenter, S. R., DeFries, R., Dietz, T., Mooney, H. A., Polasky, S., Reid, W. V., & Scholes, R. J. (2006). Millennium ecosystem assessment: Research needs. Science, 314(5797), 257–258. https://doi.org/10.1126/science.1131946
Chan, C., Armitage, D., Alexander, S. M., & Campbell, D. (2019). Examining linkages between ecosystem services and social wellbeing to improve governance for coastal conservation in Jamaica. Ecosystem Services, 39, Article 100997. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2019.100997
Chan, K. M. A., & Satterfield, T. (2020). The maturation of ecosystem services: Social and policy research expands, but whither biophysically informed valuation? People and Nature, 2(4), 1021–1060. https://doi.org/10.1002/pan3.10137
Costanza, R., d'Arge, R., de Groot, R., Farber, S., Grasso, M., Hannon, B., Limburg, K., Naeem, S., O'Neill, R. V., Paruelo, J., Raskin, R. G., Sutton, P., & van den Belt, M. (1997). The value of the world's ecosystem services and natural capital. Nature, 387, 253–260. https://doi.org/10.1038/387253a0
Daniel, T. C., Muhar, A., Arnberger, A., Aznar, O., Boyd, J. W., Chan, K. M. A., Costanza, R., Elmqvist, T., Flint, C. G., Gobster, P. H., Grêt-Regamey, A., Lave, R., Muhar, S., Penker, M., Ribe, R. G., Schauppenlehner, T., Sikor, T., Soloviy, I., Spierenburg, M., ... von der Dunk, A. (2012). Contributions of cultural services to the ecosystem services agenda. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 109(23), 8812–8819. https://doi.org/10.1073/pnas.1114773109
Dias, A. C. E., Armitage, D., & Trant, A. J. (2022). Uncovering well-being ecosystem services bundles (WEBs) under conditions of social-ecological change in Brazil. Ecology and Society, 27(1), Article 44. https://doi.org/10.5751/ES-13070-270144
Díaz, S., Pascual, U., Stenseke, M., Martín-López, B., Watson, R. T., Molnár, Z., Hill, R., Chan, K. M. A., Baste, I. A., Brauman, K. A., Polasky, S., Church, A., Lonsdale, M., Larigauderie, A., Leadley, P. W., van Oudenhoven, A. P. E., van der Plaat, F., Schröter, M., Lavorel, S., ... Shirayama, Y. (2018). Assessing nature's contributions to people. Science, 359(6373), 270–272. https://doi.org/10.1126/science.aap8826
Diegues, A. C. (Coord.). (2000). Biodiversidade e comunidades tradicionais no Brasil. MMA/COBIO/NUPAUB/USP.
Diegues, A. C., & Viana, V. M. (Orgs.). (2004). Comunidades tradicionais e manejo dos recursos naturais da Mata Atlântica (2. ed.). Hucitec; NUPAUB-USP; CEC.
Figueirôa, A. C., & Scherer, M. E. (2016). Para onde estamos indo? Uma avaliação do plano diretor do Município de Florianópolis para o entorno da Estação Ecológica de Carijós. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 38, 283–301. https://doi.org/10.5380/dma.v38i0.47110
Figueirôa, A. C. (2017). Como e o que proteger? Criação, delimitação e categorização de áreas protegidas com base em serviços ecossistêmicos [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/186883
Fish, R., Church, A., & Winter, M. (2016). Conceptualising cultural ecosystem services: A novel framework for research and critical engagement. Ecosystem Services, 21(Part B), 208–217. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2016.09.002
Fisher, B., Turner, R. K., & Morling, P. (2009). Defining and classifying ecosystem services for decision making. Ecological Economics, 68(3), 643–653. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2008.09.014
Fisher, J. A., Patenaude, G., Giri, K., Lewis, K., Meir, P., Pinho, P., Rounsevell, M. D. A., & Williams, M. (2014). Understanding the relationships between ecosystem services and poverty alleviation: A conceptual framework. Ecosystem Services, 7, 34–45. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2013.08.002
Furlan, S. A. (2004). Lugar e cidadania: Implicações socioambientais das políticas de conservação ambiental. In A. C. Diegues (Org.), Enciclopédia caiçara: O olhar do pesquisador (Vol. 1, pp. 225–249). Hucitec; NUPAUB; CEC; USP.
Fusverk, R. C. (2002). Diagnóstico ambiental e proposta de otimização e planejamento subsidiários ao programa de gerenciamento costeiro integrado da bacia hidrográfica do Rio Ratones, Ilha de Santa Catarina (SC, Brasil) [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/
Ghorbanzadeh, S., & Björkqvist, K. (2019). Different stakeholders' perspectives on cultural ecosystem services: A case study of the Anzali Wetland, Iran. European Journal of Social Science Education and Research, 6(1), 75–82. https://doi.org/10.26417/ejser.v6i1.p75-82
Groot, R. S. de, Wilson, M. A., & Boumans, R. M. J. (2002). A typology for the classification, description and valuation of ecosystem functions, goods and services. Ecological Economics, 41(3), 393–408. https://doi.org/10.1016/S0921-8009(02)00089-7
Guo, Z., Zhang, L., & Li, Y. (2010). Increased dependence of humans on ecosystem services and biodiversity. PLoS ONE, 5(10), e13113. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0013113
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. (2003). Plano de manejo da Estação Ecológica de Carijós. IBAMA. http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/ biomasbrasileiros/marinho/unidades-de-conservacao-marinho/2251-ESEC -de-carijos
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (2010). Monitoria e avaliação assistida ao plano de manejo da Estação Ecológica de Carijós. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/ESEC/1-monitoria_pm_ESEC_Carijos_final.pdf
Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, & Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. (2008). Plano de ação participativo para a conservação dos sítios berçários dos recursos pesqueiros do Rio Ratones: Produto do Projeto PDA 066-MA – Implementação do Plano de Manejo da Estação Ecológica de Carijós [Relatório não publicado]. Biblioteca da Estação Ecológica de Carijós, Florianópolis, SC.
Jacobs, S., Dendoncker, N., Martín-López, B., Barton, D. N., Gomez-Baggethun, E., Boeraeve, F., McGrath, F. L., Vierikko, K., Geneletti, D., Sevecke, K. J., Pipart, N., Primmer, E., Mederly, P., Schmidt, S., Aragão, A., Baral, H., Bark, R. H., Briceno, T., Brogna, D., ... Washbourne, C.-L. (2016). A new valuation school: Integrating diverse values of nature in resource and land use decisions. Ecosystem Services, 22, 213–220. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2016.11.007
Juan, S. de, Gelcich, S., & Fernández, M. (2017). Integrating stakeholder perceptions and preferences on ecosystem services in the management of coastal areas. Ocean & Coastal Management, 136, 38–48. https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2016.11.019
Klain, S. C., Satterfield, T., & Chan, K. M. A. (2014). What matters and why? Ecosystem services and their bundled qualities. Ecological Economics, 107, 310–320. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2014.09.003
Luz, E. P. A. (2014). Na reversa do vento: A cultura náutica da Costa da Lagoa – Florianópolis/SC [Dissertação de mestrado, Universidade do Estado de Santa Catarina]. https://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/1167/dissertacao_esdras_pio_antunes_da_luz.pdf
Maestre-Andrés, S., Calvet-Mir, L., & van den Bergh, J. C. J. M. (2016). Sociocultural valuation of ecosystem services to improve protected area management: A multi-method approach applied to Catalonia, Spain. Regional Environmental Change, 16, 717–731. https://doi.org/10.1007/s10113-015-0784-3
Mandle, L., Shields-Estrada, A., Chaplin-Kramer, R., Mitchell, M. G. E., Bremer, L. L., Gourevitch, J. D., Hawthorne, P., Johnson, J. A., Robinson, B. E., Smith, J. R., Sonter, L. J., Verutes, G. M., Vogl, A. L., Daily, G. C., & Ricketts, T. H. (2021). Increasing decision relevance of ecosystem service science. Nature Sustainability, 4, 161–169. https://doi.org/10.1038/s41893-020-00625-y
Martín-López, B., Iniesta-Arandia, I., García-Llorente, M., Palomo, I., Casado-Arzuaga, I., García del Amo, D., Gómez-Baggethun, E., Oteros-Rozas, E., Palacios-Agundez, I., Willaarts, B., González, J. A., Santos-Martín, F., Onaindia, M., López-Santiago, C., & Montes, C. (2012). Uncovering ecosystem service bundles through social preferences. PLoS ONE, 7(6), e38970. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0038970
Martins, I. M., Medeiros, R. P., & Hanazaki, N. (2014). From fish to ecosystems: The perceptions of fishermen neighboring a southern Brazilian marine protected area. Ocean & Coastal Management, 91, 50–57. https://doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2014.01.015
Millennium Ecosystem Assessment. (2003). Ecossistemas e o bem-estar humano: Estrutura para uma avaliação. Avaliação do Milênio dos Ecossistemas. http://www.millenniumassessment.org/documents/document.63.aspx.pdf
Millennium Ecosystem Assessment. (2005). Ecosystems and human well-being: Synthesis. Island Press. https://www.millenniumassessment.org/documents/document.356.aspx.pdf
Ministério do Meio Ambiente. (2004). Gestão participativa do SNUC. Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Diretoria do Programa Nacional de Áreas Protegidas. https://sema.rs.gov.br/upload/arquivos/201707/04142913-gestao-participativa-snuc.pdf
Narayan, D., Chambers, R., Shah, M. K., & Petesch, P. (2000). Voices of the poor: Crying out for change. Oxford University Press for the World Bank. https://doi.org/10.1596/0-1952-1602-4
Ojeda, J., Salomon, A. K., Rowe, J. K., & Ban, N. C. (2022). Reciprocal contributions between people and nature: A conceptual intervention. BioScience, 72(10), 952–962. https://doi.org/10.1093/biosci/biac053
Oldekop, J. A., Holmes, G., Harris, W. E., & Evans, K. L. (2016). A global assessment of the social and conservation outcomes of protected areas. Conservation Biology, 30(1), 133–141. https://doi.org/10.1111/cobi.12568
Oliveira, E. L. C., & Berkes, F. (2014). What value São Pedro's procession? Ecosystem services from local people's perceptions. Ecological Economics, 107, 114–121. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2014.08.008
Oteros-Rozas, E., González, J. A., Martín-López, B., López, C. A., Zorrilla-Miras, P., & Montes, C. (2012). Evaluating ecosystem services in transhumance cultural landscapes: An interdisciplinary and participatory framework. GAIA – Ecological Perspectives for Science and Society, 21(3), 185–193. https://doi.org/10.14512/gaia.21.3.9
Outeiro, L., Garcia Rodrigues, J., Damásio, L. M. A., & Lopes, P. F. M. (2019). Is it just about the money? A spatial-economic approach to assess ecosystem service tradeoffs in a marine protected area in Brazil. Ecosystem Services, 38, Article 100959. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2019.100959
Pascual, U., Balvanera, P., Díaz, S., Pataki, G., Roth, E., Stenseke, M., Watson, R. T., Başak Dessane, E., Islar, M., Kelemen, E., Maris, V., Quaas, M., Subramanian, S. M., Wittmer, H., Adlan, A., Ahn, S. E., Al-Hafedh, Y. S., Amankwah, E., Asah, S. T., ... Yagi, N. (2017). Valuing nature's contributions to people: The IPBES approach. Current Opinion in Environmental Sustainability, 26–27, 7–16. https://doi.org/10.1016/j.cosust.2016.12.006
Pascual, U., Balvanera, P., Anderson, C. B., Chaplin-Kramer, R., Christie, M., González-Jiménez, D., Martin, A., Raymond, C. M., Termansen, M., Vatn, A., Athayde, S., Baptiste, B., Barton, D. N., Jacobs, S., Kelemen, E., Kumar, R., Lazos, E., Mwampamba, T. H., Nakangu, B., ... Zent, E. (2023). Diverse values of nature for sustainability. Nature, 620(7975), 813–823. https://doi.org/10.1038/s41586-023-06406-9
Plieninger, T., & Bieling, C. (2013). Resilience-based perspectives to guiding high-nature-value farmland through socioeconomic change. Ecology and Society, 18(4), Article 20. https://doi.org/10.5751/ES-05877-180420
Quadros, J., Giraldi-Costa, A. C., Sezerino, F. de S., & Santos, P. A. dos (2015). Participação social na criação e implantação de unidades de conservação no Brasil: O caso do Parque Nacional de Saint-Hilaire. Sustentabilidade em Debate, 6(3), 32–49. https://doi.org/10.18472/SustDeb.v6n3.2015.16318
R Core Team. (2015). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing. https://www.R-project.org/
Raymond, C. M., Bryan, B. A., MacDonald, D. H., Cast, A., Strathearn, S., Grandgirard, A., & Kalivas, T. (2009). Mapping community values for natural capital and ecosystem services. Ecological Economics, 68(5), 1301–1315. https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2008.12.006 (csu.edu.au)
Ribeiro, E. M., Paiva, S. V., Lucas, C. C., Villavicencio, C. B., & Soares, M. O. (2020). Unidades de conservação costeiras e marinhas no Brasil. In D. Muehe, F. M. Lins-de-Barros, & L. S. Pinheiro (Orgs.), Geografia marinha: Oceanos e costas na perspectiva de geógrafos (pp. 402–437). PGGM.
Sagoe, A. A., Aheto, D. W., Okyere, I., Adade, R., & Odoi, J. (2021). Community participation in assessment of fisheries related ecosystem services towards the establishment of marine protected area in the Greater Cape Three Points area in Ghana. Marine Policy, 124, Article 104336. https://doi.org/10.1016/j.marpol.2020.104336
Saldanha, J. H. (2013). Conhecimento ecológico local de plantas e paisagens em duas comunidades do entorno da Estação Ecológica de Carijós, Ilha de Santa Catarina, Brasil [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107176
Salvador, A. S. do N. (2017). Entre escritos e vasilhas cerâmicas: O indígena na sociedade colonial na Ilha de Santa Catarina (séculos XVIII e XIX) [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. Disponível em: https://leiaufsc.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/06/angelasalvador_dissertacao_a5_versaofinal.pdf
Schaafsma, M., Ahn, S., & Castro, A. J. (2023). Whose values count? A review of the nature valuation studies with a focus on justice. Current Opinion in Environmental Sustainability, 64, Article 101350. https://doi.org/10.1016/j.cosust.2023.101350
Silva, R. B. A. da. (2005). Instrumental para definição de zonas de amortecimento de unidades de conservação: O caso da Estação Ecológica de Carijós-Ibama, Florianópolis/SC [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/102665
Solé, L., & Ariza, E. (2019). A wider view of assessments of ecosystem services in coastal areas: The perspective of social-ecological complexity. Ecology and Society, 24(2), Article 24. https://doi.org/10.5751/ES-10883-240224
Stedman, R. C. (2002). Toward a social psychology of place: Predicting behaviour from place-based cognitions, attitudes and identity. Environment and Behavior, 34(5), 561–581. https://doi.org/10.1177/0013916502034005v
Stoll-Kleemann, S. (2001). Barriers to nature conservation in Germany: A model explaining opposition to protected areas. Journal of Environmental Psychology, 21(4), 369–385. https://doi.org/10.1006/jevp.2001.0228
Uehara, T., Hidaka, T., Tsuge, T., Sakurai, R., & Cordier, M. (2021). An adaptive social-ecological system management matrix for guiding ecosystem service improvements. Ecosystem Services, 50, Article 101312. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2021.101312
Downloads
Arquivos adicionais
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Marília Medina Pupo, Natalia Hanazaki

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os Direitos Autorais sobre trabalhos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. O conteúdo dos trabalhos publicados é de inteira responsabilidade dos autores. A DMA é um periódico de acesso aberto (open access), e adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Não Adaptada (CC-BY), desde janeiro de 2023. Portanto, ao serem publicados por esta Revista, os artigos são de livre uso para compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial) e adaptar (remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial). É preciso dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas.
Os conteúdos publicados pela DMA do v. 53 de 2020 ao v. 60 de 2022 são protegidos pela licença Creative Commons Atribuição – Não Comercial – Sem Derivações 4.0 Internacional.
A DMA é uma revista de acesso aberto desde a sua criação, entretanto, do v.1 de 2000 ao v. 52 de 2019, o periódico não adotava uma licença Creative Commons e, portanto, o tipo de licença não é indicado na página inicial dos artigos.







.png)




