Análise das dinâmicas dos usos e coberturas da terra em zonas de amortecimento: o caso das áreas protegidas no Estado de São Paulo, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5380/dma.v68i.100753Palavras-chave:
condição da paisagem, conservação da natureza, atividades antrópicas, gestão ambiental, regrasResumo
As zonas de amortecimento (ZA) desempenham um papel importante para o alcance de resultados positivos de conservação em áreas protegidas (AP), ao estabelecerem regras de uso da terra para minimizar os impactos negativos causados pelas atividades antrópicas. Entretanto, desafios persistem quanto à efetividade de sua gestão. Este estudo analisou as mudanças nas condições da paisagem no entorno de 25 AP localizadas no estado de São Paulo (Brasil), no período de 1985 a 2022. Quando identificadas, as dinâmicas de uso e ocupação da terra também foram avaliadas. Para tanto, foram quantificadas as porcentagens de habitat natural nas ZA e nas respectivas zonas externas (ZE). Os resultados indicaram que, na maioria dos casos, não houve alteração na condição da paisagem das ZA ao longo do período analisado. Uma única AP – a Estação Ecológica de Ribeirão Preto – apresentou mudanças na ZA, neste caso positivas. Entre as ZA estáveis, 14 apresentaram condições positivas e 10 apresentaram condições negativas para a conservação da biodiversidade. Quanto às ZE, somente 3 AP apresentaram alterações na condição da paisagem. A comparação entre as duas zonas proporcionou a percepção de que, na maioria dos casos, as ZA apresentaram condições da paisagem iguais ou inferiores às respectivas ZE, o que contradiz com o esperado para essas zonas. As alterações observadas, tanto nas ZA quanto nas ZE, estiveram predominantemente associadas à expansão agropecuária, com destaque para a cana- de- açúcar. Espera-se que os resultados contribuam para o aprimoramento da gestão territorial no entorno das AP, subsidiando a formulação de ações específicas voltadas à mitigação das vulnerabilidades identificadas.
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