Entre a tradição e a inovação: a prática educativa nos grupos escolares do Piauí (1927–1961) à luz da História Transnacional
DOI:
https://doi.org/10.1590/1984-0411.99274Palavras-chave:
cultura escolar; história da educação; saberes pedagógicos; ensino primário; história transnacional.Resumo
Este artigo analisa a constituição da cultura escolar nos grupos escolares do Piauí, entre 1927 e 1961, com base na perspectiva da História Transnacional dos Saberes e Práticas Educacionais. Inspirado nos aportes teóricos de autores como António Nóvoa (2009), Rebecca Rogers (2019), Diana Gonçalves Vidal (2020; 2011) e Rodán Vera (2021), o estudo considera que modelos pedagógicos circularam internacionalmente, sendo apropriados e ressignificados em contextos locais. A análise centra-se no ensino primário, na formação de professoras normalistas e na prática docente, com ênfase nas prescrições curriculares e metodológicas voltadas para o ensino de Geografia. Do ponto de vista metodológico, apoia-se em Escolano Benito (2017), ao conceber a práxis escolar como expressão de uma cultura que se constrói por meio da memória e da experiência. Utiliza-se análise documental e interpretação hermenêutica de fontes normativas, memoriais, relatos e programas de ensino. Os resultados apontam para uma pedagogia em trânsito, marcada pela coexistência entre tradição e inovação, revelando um campo escolar híbrido e situado. A atuação do INEP, os programas de ensino de 1928, 1949 e 1960 e a mediação de agentes reformadores indicam processos de tradução local de saberes pedagógicos globais. Conclui-se que a cultura escolar piauiense se constituiu a partir de negociações entre o prescrito e o vivido, reforçando a potência da abordagem transnacional.
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