A Didática e seus manuais em perspectiva transnacional
fronteiras disciplinares e espaços de circulação (Brasil-Portugal-Espanha, 1930 a 1970)
DOI:
https://doi.org/10.1590/1984-0411.99074Palavras-chave:
História transnacional da Didática, Manuais de Didática, Produção e circulação de saberesResumo
Este artigo atenta para uma história transnacional da Didática, versando sobre os modos pelos quais ela foi criada e difundida enquanto uma disciplina, ora em conexão com outras, ora com mais autonomia e especificidade no currículo das Escolas Normais. Tais conhecimentos estão no cerne de uma tradição dos modos de compreender e viver a docência ao longo do século XX. A centralidade da Didática é atestada pela crescente produção e circulação de manuais específicos, tomados aqui como fontes nucleares, escritos para atender as demandas do campo educacional e dos processos de democratização e ampliação do número de escolas. Esses livros são muitas vezes escritos e lidos por pessoas que viajam para o exterior divulgando saberes e conhecendo outras experiências, são citados em títulos publicados em outros países, sobretudo aqueles tidos como “mais avançados”. Contribuindo com pesquisas já desenvolvidas sobre os manuais de Didática, o presente trabalho reconhece similaridades entre títulos editados no Brasil, em Portugal e na Espanha e imprime uma perspectiva transnacional à análise ao organizar um corpus reunindo 32 manuais de Didática (13 brasileiros, 09 portugueses e 10 espanhóis), editados entre 1930 e 1970, quando a disciplina foi se consolidando nesses países, ensinando saberes ainda hoje reconhecidos, marcados ora por um conjunto de saberes de como ensinar, ora pela ânsia sempre presente de renovação desse ofício.
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