O choro como marca de resistência dos bebês às ações de cuidado e educação nos momentos de alimentação na Educação Infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1984-0411.91910

Palavras-chave:

Bebês. Choro. Alimentação na creche. Educação Infantil. Ações de cuidado e educação.

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar como os bebês, por meio do choro, resistem, orientam, transformam e reconduzem as ações de cuidado e educação de suas professoras durante um dos momentos de alimentação em uma EMEI de Belo Horizonte, Minas Gerais. O pressuposto teórico-metodológico da Rede de Significações foi o principal referencial, sendo conjugado com os estudos da Educação Infantil. Os dados foram construídos por meio de observação participante em uma turma composta por doze bebês e quatro professoras. As análises evidenciaram a necessidade de os momentos de alimentação serem compreendidos como componente essencial de um currículo que priorize o trabalho indissociável de cuidar e educar bebês na creche, bem como a relevância de o choro dos bebês ser considerado como um aspecto no planejamento e nas reflexões sobre as práticas pedagógicas nas instituições de Educação Infantil.

 

Biografia do Autor

Fernanda Pedrosa Coutinho Marques, Faculdade de Educação da UFMG

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-graduação Conhecimento e Inclusão Social da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG na linha de pesquisa "Infância e Educação Infantil. Mestre em Educação pelo Programa de Pós-graduação Conhecimento e Inclusão Social da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG na linha de pesquisa "Infância e Educação Infantil". Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2014). Tem experiência na área da Educação, como coordenadora, professora e como formadora de professores. É Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Infância e Educação Infantil (NEPEI) e do Grupo de Estudos e Pesquisas: Cuidado, Educação e Infâncias-CEI- da Faculdade de Educação da UFMG.Temas de interesse: Educação Infantil; Infância, Bebês e suas relações afetivas na creche e docência com bebês; Relações professoras e crianças, Formação e identidade docente na Educação Infantil.

Iza Rodrigues da Luz, Faculdade de Educação da UFMG, Belo Horizonte, MG.

Psicóloga e licenciada pela Universidade de Brasília (1998-1997), mestrado em Psicologia, na linha de Desenvolvimento Humano, pela Universidade de Brasília (2000) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Atualmente é professora associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG) e do Programa de Pós-graduação em Educação: Conhecimento e Inclusão Social - PPGE/FaE/UFMG. Foi coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Infância e Educação Infantil da FaE/UFMG (2017-2019) e vice-coordenadora da Linha de Pesquisa Infância e Educação Infantil do PPGE/UFMG (2019-2022). Tem experiência nas áreas de Psicologia e Educação, com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento Humano, seus projetos de ensino, pesquisa e extensão se concentram principalmente nos seguintes temas/áreas: Relações entre crianças e adultos em contextos escolares e não-escolares; Educação Infantil em contextos urbanos e rurais; Formação de professores da/na Educação Infantil, Agressividade na primeira infância; Infância e processo de desenvolvimento humano. Vice-líder do Grupo de Pesquisa Cuidado, Educação e Infâncias - CEI.

Publicado

2026-02-25

Como Citar

Pedrosa Coutinho Marques, F., & Rodrigues da Luz, I. (2026). O choro como marca de resistência dos bebês às ações de cuidado e educação nos momentos de alimentação na Educação Infantil. Educar Em Revista. https://doi.org/10.1590/1984-0411.91910

Edição

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