Pobreza menstrual
percepção do papel da residência e o impacto na saúde de quem menstrua
Palavras-chave:
Enfermagem Transcultural, Internato e Residência, Saúde da Mulher, Construção Social da Identidade de Gênero, MenstruaçãoResumo
Objetivo: Investigar a percepção dos residentes de enfermagem em saúde da mulher e dos enfermeiros obstetras que passaram pela formação na modalidade residência sobre o papel da residência na minimização das repercussões da pobreza menstrual na saúde de quem menstrua.
Método: Estudo transversal, descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, seguindo as recomendações do Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ). A pesquisa foi realizada com quinze enfermeiros mediante a análise do conteúdo, proposta por Bardin.
Resultados: Os resultados foram divididos em seis categorias, orientada pela Teoria do Cuidado Transcultural de Leininger, na qual se observou desde a definição, como as principais queixas, condutas, impactos, estratégias e contribuição da residência para a assistência às pessoas que menstruam.
Conclusão: A residência em saúde apresenta uma grande contribuição para o desenvolvimento profissional dos pós-graduandos; porém, observa-se uma escassa discussão acadêmica sobre pobreza menstrual e dignidade menstrual, desencadeando condutas profissionais fortemente biologicistas.
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