Comprando Segurança: Um Olhar Econômico Sobre A Utilização De “No-Challenge Clauses” Em Contratos De Licenciamento De Patentes

Autores/as

  • Jorge Enrique de Azevedo Tinoco Universidad Federal de Rio Grande do Norte image/svg+xml
  • José Augusto Fontoura Costa Universidad de São Paulo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5380/rrddis.v4i7.99510

Palabras clave:

Patentes, No-Challenge, Análise Econômica do Direito, Contratos, Licenciamento.

Resumen

Por serem ativos probabilísticos, patentes estão sujeitas à anulação por decisão de autoridades administrativas ou judiciais. Em busca de mitigar os riscos decorrentes dessa volatilidade, titulares podem escolher licenciar suas patentes sob a condição de que os licenciados não deverão desafiar a validade dos ativos – a esse arranjo, dá-se o nome de “pacto de no-challenge”. A legitimidade de tais compromissos e os possíveis efeitos benéficos ou maléficos dela derivados são tópicos de intenso debate por pesquisadores, reguladores e magistrados. Esse estudo visa examinar os efeitos de tais compromissos em condições de mercado e extrair de tal exame diferentes graus de eficiência econômica para as diferentes modalidades de cláusulas de não-confronto. Ao final, conclui-se que certos arranjos podem ser considerados eficientes-Pareto e outros podem ser eficientes-Kaldor-Hicks a depender da escolha de incentivo eleita pela política pública de inovação.

Biografía del autor/a

Jorge Enrique de Azevedo Tinoco, Universidad Federal de Rio Grande do Norte

Advogado. Mestrando em Direito pela USP (atualmente). Especialista em Direito Internacional pela UNIFOR (2023). Bacharel em Direito pela UFRN (2022). Pesquisador do Observatório de Direito Internacional da UFRN (OBDI/UFRN). E-mail: jorge.tinoco@usp.br.

José Augusto Fontoura Costa, Universidad de São Paulo

Professor de Direito do Comércio Internacional da Faculdade de Direito da USP. Professor da Universidade CEUMA e da Faculdade de Direito de Sorocaba. Pesquisador produtividade do CNPq. Advogado e árbitro. E-mail: jafcosta@usp.br. 

Citas

BARBOSA, C. R. From Brussels to The Hague - The Ongoing Process Towards Effective Multinational Patent Enforcement. IIC - International Review of Industrial Property and Copyright Law, Munique, v. 32, n. 7, p. 729–763, 2001.

BUEHLER, B.; HUNOLD, M.; SCHLÜTTER, F. No-Challenge Clauses in Patent Licensing - Blessing or Curse. CORE Discussion Papers, Lovaina, v. 29, n. 32, p. 64, 2021.

CABRAL, A. do P. Pactum de Non Petendo: a promessa de não processar no direito brasileiro. Revista do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 28, p. 19–44, 2020.

CHENG, T. K. Anti-trust Treatment of the No-Challenge Clause. New York University Journal of Intellectual Property and Entertainment Law, New York, v. 5, n. 2, p. 437–512, 2016.

GAL, M. S.; MILLER, A. D. Patent Challenge Clauses: a new antitrust offense? Iowa Law Review, Iowa City, v. 102, n. 4, p. 1477–1532, 2017.

GOLDSTUCKER, R. W. Stop the Bleeding: Medimmune Ends the Unjustified Erosion of Patent Holders’ Rights in Patent Licensing Agreements. Journal of Intellectual Property Law, Athens, v. 16, n. 1, p. 137, 2016.

HARRIS JR., H. S. An Overview of the NDRC Decision in the Qualcomm Investigation. CPI Antitrust Chronicle, Boston, v. 7, n. 2, p. 2–6, 2015.

ITÁLIA. CORTE DI CASSAZIONE. Ordinanza n. 6373 del 5 Marzo 2019. Recorrente: Cavalli Agostino. Recorrida: COMIP S.R.L. Relator: Cons. Tricomi Laura, 5 mar. 2019.

KESAN, J. P.; GALLO, A. A. Why Bad Patents Survive in the Market and How Should We Change - The Private and Social Costs of Patents. Emory Law Journal, Atlanta, v. 55, p. 61, 2006.

LEMLEY, M. A.; LICHTMAN, D.; SAMPAT, B. N. What to Do About Bad Patents. Regulation, Rochester, v. 28, n. 4, p. 10–13, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.2139/ssrn.869826

LEMLEY, M. A.; SHAPIRO, C. Probabilistic Patents. Journal of Economic Perspectives, Nashville, v. 19, n. 2, p. 75–98, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1257/0895330054048650

LIETZAN, E. K. A Brief History of 180-Day Exclusivity Under the Hatch-Waxman Amendments to the Federal Food, Drug, and Cosmetic Act. Food and Drug Law Journal, Washington, DC, v. 59, n. 2, p. 287–323, 2004. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/26660344. Acesso em: 19 jun. 2024.

MENG, S. A New Design for the Patent System. Journal of the Knowledge Economy, New York, v. 10, n. 3, p. 1204–1229, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13132-018-0530-4

MILLER, A.; GAL, M. Licensee Patent Challenges. Yale Journal on Regulation, New Haven, v. 32, n. 1, p. 121–160, 2015.

SALAMA, B. M. O que é pesquisa em direito e economia. Cadernos Direito GV, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 5–58, 2009.

TAYLOR, C. C. No-Challenge Termination Clauses: Incorporating Innovation Policy and Risk Allocation into Patent Licensing Law. Indiana Law Journal, Bloomington, v. 69, n. 1, p. 215–254, 1993.

TRIGO, A. L. A. da C. Pactum de Non Petendo Parcial. Revista de Processo, São Paulo, v. 43, n. 280, p. 19–39, 2018.

Publicado

2025-05-13

Cómo citar

Tinoco, J. E. de A., & Costa, J. A. F. (2025). Comprando Segurança: Um Olhar Econômico Sobre A Utilização De “No-Challenge Clauses” Em Contratos De Licenciamento De Patentes. Revista Rede De Direito Digital, Intelectual & Sociedade, 4(7), 127–153. https://doi.org/10.5380/rrddis.v4i7.99510

Número

Sección

Parte II - As novas fronteiras dos direitos intelectuais

Categorías