Comunicação, biopolítica e fabulação das crianças cuir /queer/viadas no cinema:

quais futuros possíveis são ensinados para suas corpas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/persona.v2026i1.102867

Palavras-chave:

Ficção, Fabulação, Infância, Cartografia Sentimental, Queer/Cuír

Resumo

Este artigo investiga, a partir do título provocativo “Quem defende a criança queer?” de Paul B. Preciado, as relações educativas cinematográficas com essas corporalidades dissidentes que o autor evidencia em sua análise. A partir desta leitura, transversalizada pelos conceitos de heteronormatividade e abjeção de Judith Butler, a partir das discursividades do sexo e da generificação dos corpos, e o conceito de necropolítica, de Achille Mbembe. Tais classificações, categorizações e valorações, a partir da diferença, geram estigmatizações a partir das lógicas da normalização e normatização dos corpos, efeito aqui associado às proposições educativas pedagógicas de Guacira Lopes Louro no campo do audiovisual. A anti-metodologia empregada é da Cartografia Sentimental, de Suely Rolnik, que permite interpretações a partir dos afetos e dos agenciamentos dos pesquisadores que selecionaram o filme “La cité des enfants perdus” (1995) para a confecção possível de análises ao lado da leitura fílmica Queer de Jack Halberstam.

Biografia do Autor

Bruno Azzani Braga, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutorando na Linha de Pesquisa LiCorEs - PPGE/UFPR. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Régis Moreira, Universidade Estadual de Londrina

Docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), do Departamento de Comunicação. Integrante do Observatório Nacional de Políticas Públicas e Educação em Saúde. Um dos coordenadores dos Grupos de Pesquisa e Extensão Entretons, Pesquisador da DECO (Decolonialidade na Comunicação). Coordenador do Projeto de Pesquisa Contranarrativas Radicais Produzidas por Homens e Mulheres Transexuais e Travestis: A Construção de Novos Sentidos, a partir de meios de comunicação contra-hegemônicos, populares, comunitários, democráticos e participativos. Pós-doutor em gênero, sexualidade e teoria queer, pelo EICOS/UFRJ. Doutor em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, área: Interfaces Sociais da Comunicação (2011). Mestre em Gerontologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2005). 

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Publicado

13-08-2026

Como Citar

AZZANI BRAGA, BRUNO; MOREIRA, Reginaldo. Comunicação, biopolítica e fabulação das crianças cuir /queer/viadas no cinema: : quais futuros possíveis são ensinados para suas corpas. Personagem: Revista de estudos em educação, linguagem e teatralidades, [S. l.], v. 2026, n. 1, 2026. DOI: 10.5380/persona.v2026i1.102867. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/personagem/article/view/102867. Acesso em: 18 ago. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Educação, Tecnologia e Comunicação: Transit(ações) de um corpo expandido a partir das linguagens e pedagogias que envolvem as audiovisualidades na era digital