Comunicação, biopolítica e fabulação das crianças cuir /queer/viadas no cinema:
quais futuros possíveis são ensinados para suas corpas
DOI:
https://doi.org/10.5380/persona.v2026i1.102867Palavras-chave:
Ficção, Fabulação, Infância, Cartografia Sentimental, Queer/CuírResumo
Este artigo investiga, a partir do título provocativo “Quem defende a criança queer?” de Paul B. Preciado, as relações educativas cinematográficas com essas corporalidades dissidentes que o autor evidencia em sua análise. A partir desta leitura, transversalizada pelos conceitos de heteronormatividade e abjeção de Judith Butler, a partir das discursividades do sexo e da generificação dos corpos, e o conceito de necropolítica, de Achille Mbembe. Tais classificações, categorizações e valorações, a partir da diferença, geram estigmatizações a partir das lógicas da normalização e normatização dos corpos, efeito aqui associado às proposições educativas pedagógicas de Guacira Lopes Louro no campo do audiovisual. A anti-metodologia empregada é da Cartografia Sentimental, de Suely Rolnik, que permite interpretações a partir dos afetos e dos agenciamentos dos pesquisadores que selecionaram o filme “La cité des enfants perdus” (1995) para a confecção possível de análises ao lado da leitura fílmica Queer de Jack Halberstam.
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