Gestão direta de Florestas Públicas: uma alternativa de gestão territorial em áreas protegidas

Michele de Azevedo Pinto, Mário Vasconcellos Sobrinho, Gilberto de Miranda Rocha

Resumo


O artigo analisa as principais dificuldades e avanços de um processo de gestão direta de Floresta Pública. Em particular, analisa a gestão direta da Floresta Estadual do Antimary, no Estado do Acre. O trabalho foca-se nos fatores que contribuíram para a gestão florestal, para a conservação dos recursos naturais e para o desenvolvimento da comunidade residente na unidade de conservação. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa e o uso do método histórico-descritivo para a análise dos dados que foram obtidos por meio de observação participante, de entrevistas semiestruturadas, do levantamento documental e do uso da ferramenta de geoprocessamento. O artigo mostra que a gestão direta pode ser um mecanismo eficiente de gestão territorial de áreas protegidas, apesar das dificuldades impostas pelas limitações de captação de recursos. O modelo de gestão direta de reserva florestal, quando aplicado em unidades de conservação relativamente pequenas, pode representar um aumento na capacidade de intervenção política do Estado e das comunidades na gestão da unidade, contribuindo, assim, para a redução do desmatamento e dos conflitos pelo uso dos recursos.

Palavras-chave


gestão direta; políticas públicas; áreas protegidas; concessão florestal

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dma.v35i0.41514



Desenvolvimento e Meio Ambiente. ISSN: 1518-952X, eISSN: 2176-9109

Flag Counter   

 Licença Creative Commons
Desenvolvimento e Meio Ambiente de https://revistas.ufpr.br/made está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://revistas.ufpr.br/made/about.