As engrenagens camilianas em Amor de perdição e Coração, cabeça e estômago

Autores

  • Rosana Apolonia Harmuch UEPG

DOI:

https://doi.org/10.5380/rel.v87i1.32026

Palavras-chave:

Camilo Castelo Branco, representação, romance, Amor de perdição, Coração, cabeça e estômago

Resumo

RESUMO: No ano de 1862, Camilo publicava nada menos que oito obras, dentre elas a renomada Amor de perdição e também Coração, cabeça e estômago. À primeira vista muito diferentes, esses textos têm, no entanto, muitos pontos em comum. Assemelham-se, por exemplo, no nível da construção, do jogo entre instâncias narrativas e autorais, assim como na insistente tentativa de mobilizar o repertório e as expectativas dos leitores. O intento aqui é, portanto, a partir de algumas aproximações entre os dois romances citados, refletir sobre o constante exercício camiliano de chamar a atenção do leitor para o modo como foi construído o texto que está sendo lido, muitas vezes convocando diferentes obras suas ou de outros autores para promover a reflexão, instituindo, em paralelo aos enredos sempre muito atraentes, um discurso que podemos considerar como sendo de teoria e de crítica literárias.

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Como Citar

Harmuch, R. A. (2013). As engrenagens camilianas em Amor de perdição e Coração, cabeça e estômago. Revista Letras, 87(1). https://doi.org/10.5380/rel.v87i1.32026

Edição

Seção

Dossiê: O tempo de Camilo - Parte I