Universal and existencial perfects in Brazilian Portuguese

Karina Veronica Molsing

Resumo


O presente trabalho trata do pretérito perfeito composto (PPC) e
a possibilidade de leituras universais e existenciais. Vários
estudos recentes sobre o “Present Perfect” (“Presente Perfeito”)
em línguas mais estudadas (e.g. Inglês, Alemão, Grego, Turco,
etc.) descrevem as ambiguidades entre os dois tipos de leituras
que frequentemente são definidos em termos da abordagem
“Extended Now” (“Presente Estendido”) (RATHERT, 2003;
IATRIDOU et al., 2003; MCCOARD, 1978). A caracterização do
Present Perfect nesta abordagem sofre de alguns problemas
mesmo quando se trata de fenômenos nas línguas mais
estudadas e também é sujeita a outros novos problemas na
análise do PPC. Dado que análises anteriores têm tratado o
Present Perfect somente em contextos com advérbios durativos,
a natureza dos rótulos de ‘universal’ e ‘existencial’ ainda não
foi testada com advérbios de frequência, por exemplo. Além
disso, as poucas referências feitas em relação ao PPC têm
declarado que este apresenta somente a leitura universal
(SQUARTINI; BERTINETTO, 2000). É sabido, no entanto, que
o PPC apresenta dois tipos de leituras, durativo (e.g. ‘A Maria
tem sido feliz’) e iterativo (e.g. ‘A Maria tem visitado os pais’).
Estas limitações de abordagens do tipo Extended Now vão ser
discutidas e modificações vão ser propostas para poder
acomodar a leitura distinta de iteratividade em Português tanto
quanto as leituras mais comuns de repetição encontradas em
outras línguas.

Palavras-chave


Pretérito Perfeito Composto; Universal; Existencial.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v73i0.7550

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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