IRONIA, SÁTIRA E SECULARIZAÇÃO NO MEMORIAL DO CONVENTO DE JOSÉ S ARAM AGO

Pedro Fonseca

Resumo


"Ironia, Sátira e Secularização no Manorial do Convento de José Saramago" examina os modos de representação discursiva de um dos mais controversos exemplares da novelística portuguesa contemporânea. Baseando-se principalmente na relação entre a estrutura irônica e a sua derivação como construção satírica, o ensaio visa a uma análise interpretativa da intenção paródico-revisionista do discurso romanesco, o qual apresenta uma abrangente e perspicaz análise crítica da clericalidade monástica. O confronto entre as variadas formas de atuação desta instituição - dentre as quais a virtuose inquisitorial - com a sua realidade social, política e cultural indica uma nítida direção da vida e da crença religiosa em dependência da sua contraparte profana e secular. Esta visão analítica do Memorial do Convento de José Saramago constitui um dos mais incisivos redimensionamentos críticos do consenso histórico tradicional do catolicismo vis-à-vis a sociedade portuguesa do século XVIII.

Palavras-chave


sátira; secularização; Igreja

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v43i0.19094

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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