Metaficção e passagem à pós-modernidade em A seta do tempo, de Martin Amis

Christian Luiz Melim Schwartz

Resumo


Este ensaio, sem perder de vista a dimensão metaliterária[1] do romance A seta do tempo, de Martin Amis, analisa principalmente as implicações da subversão do tempo cronológico numa narrativa tão estreitamente ligada a um fato histórico (a Segunda Guerra) e, por extensão, ao atribulado período sob sua influência (o século XX). Na primeira parte, aborda-se mais diretamente a questão metaficcional a partir do posfácio d’A seta do tempo, em que o autor faz esclarecimentos sobre a própria gênese do romance. Ali é possível, também, vislumbrar o dilema que percorre todo o livro e será objeto de análise aprofundada na segunda parte: “Quem é o narrador?” – o que traz à tona o tema aqui central da identidade, ou identidades. Isso, por sua vez, levará ao cerne do argumento, desenvolvido ainda na segunda parte e também na terceira e conclusiva seção deste trabalho: encarando-se as dimensões estética e cultural da obra em questão, é inevitável a referência ao conceito de pós-modernidade. No livro de Martin Amis, um conceito-limite – flagrado, como veremos, em pleno rito de iniciação.

[1] Este o tema – writers write about their art – da disciplina que originou este ensaio, Ficção Estrangeira II, ministrada na Universidade Federal do Paraná, no segundo semestre de 2004, pela Profª Drª Mail Marques de Azevedo, na ocasião minha futura orientadora de mestrado, a quem aqui presto tributo e agradecimento.


Palavras-chave


metaficção; pós-modernidade; Martin Amis.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v77i0.12389

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