UNESCO, Banco Mundial e OCDE
perspectivas globais sobre o direito à educação e implicações para a profissão docente
DOI:
https://doi.org/10.1590/1984-0411.94756Palabras clave:
Política Educacional, Profissão Docente, Banco Mundial, OCDE, UNESCOResumen
Este artigo aborda a governança global da educação e a construção de novos consensos sobre o direito à educação, bem como as implicações desses processos para a profissão docente. Discute o papel da UNESCO, do Banco Mundial e da OCDE na modelagem de políticas educacionais, evidenciando seus valores e modus operandi. Essas três organizações internacionais têm desenvolvido narrativas sobre o papel da educação no século XXI, alinhadas à racionalidade neoliberal e ao paradigma da economia do conhecimento. Como atores da regulação transnacional, elas criaram um repertório de tecnologias baseadas em evidências que envolvem informação, comparação competitiva e benchmarking, com forte poder de persuasão sobre os sistemas nacionais de educação. Em consonância com uma gestão educacional orientada para resultados, os docentes são percebidos como recursos essenciais para a melhoria do desempenho estudantil e constrangidos por meio de mecanismos que combinam avaliação, responsabilização e disseminação de melhores práticas. As discussões se baseiam na perspectiva epistemológica da teorização combinada, empregando os conceitos de multirregulação educacional, governança educacional e redes políticas. A primeira parte do texto desenvolve uma discussão teórica sobre as identidades e trajetórias das organizações internacionais. A segunda parte analisa instrumentos e narrativas utilizados pelas três OIs na reconfiguração da educação e da profissão docente.
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