CIRCULAÇÃO DE REFERENCIAIS ESTRANGEIROS NA APOSTILLAS DE PEDAGOGIA, DE BALTHAZAR GÓES (1905)
DOI:
https://doi.org/10.1590/1984-0411.98964Palavras-chave:
Método intuitivo, Referenciais estrangeiros, repertório culturalResumo
Este texto tem como objetivo analisar a circulação de referenciais estrangeiros presentes na Apostillas de Pedagogia (1905), de Balthazar Góes, docente da Escola Normal “Ruy Barbosa”, de Aracaju/SE, no início do século XX. Parte-se do pressuposto inicial de que a circulação de referenciais estrangeiros foi feita por meio de livros traduzidos e produção de manuais didáticos, tendo em vista o programa de governo para a renovação educacional em Sergipe. Nesse período, o método intuitivo foi visto como marco de um projeto modernizador da instrução primária brasileira. Assim, a contribuição desse professor não se restringe apenas à leitura e citação de referências internacionais sobre o método intuitivo, mas é resultante da apropriação desses referenciais para a produção de um repertório, nos termos de Faria Filho (2012), Tilly (1995) e Alonso (2012). Alinhados às diretrizes da Pedagogia moderna, os saberes transcritos na Apostillas de Pedagogia permitiram a análise acerca da circulação de referenciais estrangeiros, especialmente ligados à obra Lições de coisas, de Norman Calkins (1886) e as publicações de Pestalozzi (1996), presentes na difusão do método intuitivo no Brasil e em Sergipe. Portanto, a produção da Apostillas de Pedagogia trata-se de repertório cultural com base em referenciais estrangeiros.
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