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Da reificação ao reconhecimento das pesquisas qualitativas em educação

Amarildo Luiz Trevisan

Resumo


Há uma transição do discurso sobre a reificação que acompanha, de certo
modo, o avanço das pesquisas qualitativas em educação. Do peso excessivo
na objetividade do invólucro economicista, baseado na quantificação dos
procedimentos, conforme se faz presente na crítica de Lukács, ela transitou
para o acento na captação da qualidade subjetiva ou na singularidade dos
indivíduos, como demonstra a análise de Adorno da obra de Kafka. Contemporaneamente,
a reificação, com a apropriação de Axel Honneth, passa
a ser vista no panorama da intersubjetividade. Nesse caso, ela acaba sendo
conceituada como ausência ou esquecimento do reconhecimento do outro. É
nesse contexto que podemos nos perguntar, neste artigo, sobre o que pode ser
pensado como equivalente à negação ou esquecimento do reconhecimento
nas pesquisas qualitativas em educação? Como poderemos, então, lutar por
novos padrões de reconhecimento das pesquisas qualitativas, estando assim
mais implicados com esses conteúdos?


Palavras-chave


Reificação; intersubjetividade; reconhecimento do outro; pesquisas qualitativas; educação

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