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RELIGIÃO E EXPERIÊNCIAS NA INFÂNCIA DE OUVIDORES DE VOZES PSIQUIÁTRICOS

Luciane Prado Kantorski, Suele Manjourani Silva Duro, Luana Ribeiro Borges, Liamara Denise Ubessi‬, Camila Irigonhé Ramos

Resumo


Objetivo: analisar a relação entre as experiências na infância de ouvidores de vozes e religião quando adulto. Método: pesquisa transversal com ouvidores de vozes de um Centro de Atenção Psicossocial em município do interior do Rio Grande do Sul, Brasil. A coleta dos dados ocorreu em 2019, por meio da utilização de questionários padronizados;
para a variáveis sobre religião ,utilizou-se o questionário Duke Religious Index. Para a análise dos dados, utilizou-se frequências absolutas, proporções e análise bivariada. Resultados: participaram 112 pessoas, 66 referiram ouvir vozes, 65% relataram ter religião, com maior prevalência de evangélicos (n=31; 52%). Não ter uma infância prazerosa (78%), ter vivenciado uma infância estressante (76%) e não ter se sentido seguro na rua quando criança (83%) apresentaram relação com ter religião quando adulto. Conclusão: este estudo propõe uma mudança de produção de conhecimento e cuidado em saúde mental, que considere a experiência e a religiosidade.


Palavras-chave


Religião; Saúde Mental; Acontecimentos que Mudam a Vida; Adultos Sobreviventes de Eventos Adversos na Infância; Alucinações.



DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v27i0.80674