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DIREITOS REPRODUTIVOS: O DISCURSO E A PRÁTICA DOS ENFERMEIROS SOBRE PLANEJAMENTO FAMILIAR

Sheila Rubia Lindner, Elza Berger Salema Coelho, Fátima Büchele, Cristiane Soares

Resumo


Este artigo se propõe investigar o conhecimento e a prática dos profissionais enfermeiros envolvidos na atenção à saúde da mulher sobre "Direitos Reprodutivos" tendo como foco o Planejamento Familiar. Para tanto desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, com o método de análise do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Evidenciamos que em relação ao Planejamento Familiar o que ocorre é a distribuição dos contraceptivos e a orientação destes exclusivamente, prejudicando o direito à escolha e à decisão por parte da mulher. Evidenciamos dissonância entre o discurso e o que é praticado nas Unidades de Saúde pelos profissionais em relação aos Direitos Reprodutivos com ênfase no Planejamento Familiar. Destaca-se um trabalho baseado na demanda, não refletindo sobre o seu "fazer", não concretizando o que colocam como importante para a saúde da mulher, que é a autonomia desta como sujeito capaz de decidir por si mesmo, assegurando os direitos reprodutivos.


Palavras-chave


Planejamento Familiar; Saúde da Mulher; Atenção Integral a Saúde; Family planning; Women’s health; Nursing; Full health care; Planeamiento Familiar; Salud de la Mujer; Atención Integral a la Salud.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v11i3.7304