CONHECIMENTOS DE USUÁRIOS DE UMA CLÍNICA CIRÚRGICA SOBRE A OCORRÊNCIA DE INCIDENTES

Ana Lúcia Queiroz Bezerra, Thaynara de Oliveira Silva, Thatianny Tanferri de Brito Paranaguá, Adrielle Cristina Silva Souza, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Cristiane Chagas Teixeira

Resumo


A investigação objetivou identificar a ocorrência de incidentes percebidos pelos pacientes durante o período de internação hospitalar, analisar a opinião dos usuários sobre a ocorrência de incidentes e classificar os incidentes percebidos quanto ao tipo, causas e consequências. Estudo descritivo, transversal realizado por meio de entrevistas com 80 pacientes internados na clínica cirúrgica de um hospital de ensino, no ano de 2014, norteada por um instrumento validado. A exposição ao incidente foi percebida por 17,5% dos pacientes. Foram constatados 14 tipos de incidentes, sendo nove eventos adversos, quatro quase-erros e um incidente sem dano. Os mais perceptíveis ao paciente foram os decorrentes do processo de administração de medicamentos. Foi constatado que, apesar de inseridos no contexto da assistência, muitos profissionais ainda não reconhecem a importância do envolvimento dos usuários para a prevenção de incidentes, necessitando de ações educativas, com foco na segurança do paciente, para o empoderamento dos usuários.

Palavras-chave


Segurança do Paciente; Doença Iatrogênica; Enfermagem.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


World Health Organization (WHO). Patients for Patient Safety: forward program [Internet]. Genève; 2004 [citado em 05 jan 2016]. Disponível: http://www.who.int/patientsafety/patients_for_patient/en/.

Paranaguá TTB, Bezerra ALQ, Silva AEBC, Filho FMA. Prevalência de incidentes sem dano e eventos adversos em uma clínica cirúrgica. Acta Paul Enferm. 2013; 26(3):256-262.

Joint commission on the accreditation of healthcare organizations. “Speak Up” [Internet]. Illinóis, USA, 2005 [citado 15 jan 2016]. Disponível: http://www.jointcommission.org/assets/1/18/speakup_amb.pdf.

Freitas JS, Silva AEBC, Minamisava R, Bezerra ALQ, Sousa MRG. Qualidade dos cuidados de enfermagem e satisfação do paciente atendido em um hospital de ensino. Rev. Lat.-Am. Enferm. 2014, 22(3): 454-460.

Taddeo PS, Gomes KWL, Caprara A, Gomes AMA, Oliveira GC, Moreira TMM. Acesso, prática educativa e empoderamento de pacientes com doenças crônicas. Ciência & Saúde Coletiva. 2012; 17(11): 2923- 2930.

Santos AMA, Jacinto PA, Tejada CAO. Causalidade entre Renda e Saúde: Uma Análise Através da Abordagem de Dados em Painel com os Estados do Brasil. Est. Econ. 2012; 42(2): 229-261.

Silva GS. Empoderar o paciente. O que é isso? Empreender Saúde. [Internet] 2014; [acesso em 17 fev. 2016]. Disponível: http://www.empreendersaude.com.br/empoderaro-paciente-o-que-e-isso/.

Gaspar MRF, Massi GA, Gonçalves CGO, Willig MH. A equipe de enfermagem e a comunicação com o paciente traqueostomizado. Rev. CEFAC. [Internet] 2015;17(3) [acesso em 18 fev 2016]. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201514214.

Dornfeld D, Pedro ENR. A comunicação como fator de segurança e proteção ao parto. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2011; 13(2): 190-198 [acesso em 18 fev 2016]. Disponível: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v13i2.10925.

Longtin Y, Sax H, Leape LL, Sheridan SE, Donaldson L, Pittet D. Patient participation: Current knowledge and apllicability to patient safety. Mayo Clin Proc. 2010; 85(1): 53-62.

Paranaguá TTB, Bezerra ALQ, Santos ALM, Silva AEBC. Prevalência e fatores associados aos incidentes relacionados à medicação em pacientes cirúrgicos. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(1): 41-48.

Franco JN, Ribeiro G, D’Innocenzo M, Barrros BPA. Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causais de erros na administração de medicamentos. Rev Bras Enferm. 2010; 63(6): 927-932.

Prates DO. Análise das interrupções ocorridas durante a assistência de enfermagem em unidades de tratamento intensivo [dissertação]. Goiânia: Universidade Federal de Goiás – UFG; 2015.

Wisniewski D, Gróss G, Bittencourt R. A influência da sobrecarga de trabalho do enfermeiro na qualidade da assistência pré-natal. Rev Bras Promoç Saúde, 2014; 27(2): 177-182.

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente. Estratégias para a segurança do paciente: manual para profissionais da saúde / Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente. – Porto Alegre: EDIPUCRS, 2013.

Bishop AC, Macdonald M. Patient Involvement in patient safety: a qualitative study of nursing staff and patient perceptions. J Patient Saf. [Internet] 2014;10(3) [acesso em 18 fev 2016]. Disponível: http://dx.doi.org/10.1097/pts.0000000000000123

Davis RE, Sevdalis N, Vincent CA. Patient involvement in patient safety: how willing are patients to participate? BMJ Qual Saf. 2011; 20:108-114.

Schwappach DLB. Engaging patients as vigilant partners in safety – A systematic review. Medical Care Research and Review. 2010; 67(2):119-148.

King A, Daniels J, Lim J, Cochrane DD, Taylor A, Ansermino JM. Time to listen: review of methods to solicit patient reports of adverse events. Qual Saf Health Care. 2010; 19: 148-157.

Moreira IA, Bezerra ALQ; Paranaguá TTB, Silva AEBC, Filho FMA. Conhecimento dos profissionais de saúde sobre eventos adversos em unidade de terapia intensiva. Rev enferm UERJ. 2015; 23(4):461-467

Schwappach DLB. Patients and healthcare workers perceptions of a patient safety advisory. International Journal for Quality in Health Care. 2011; 23(6):1713-1720.




DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v21i5.45455 ';



Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Em caso de dificuldades ou dúvidas técnicas, faça contato com cogitare@ufpr.br

Cogitare Enfermagem. ISSN Eletrônico: 2176-9133