Modelagem Fitogeográfica da Planície de Inundação na Bacia do Rio Jutaí-AM

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/raega.v66i1.104360

Resumo

A pesquisa aborda a modelagem das Zonas de Disjunção Fitogeográfica (ZDF) na Bacia do Rio Jutaí, Amazônia Ocidental, investigando como a tríade geoambiental composta por geomorfologia, solos e vegetação define padrões de diversidade e composição florística. O referencial teórico fundamenta-se no conceito de pulso de inundação e na classificação de áreas úmidas (ATTZ), estabelecendo que a dinâmica deposicional e o gradiente topográfico são os principais vetores de seleção de linhagens vegetais adaptadas a solos hidromórficos, como os Gleissolos Háplicos quimicamente ricos. Metodologicamente, o estudo empregou uma abordagem integrada e computacional em três fases: o levantamento de 1.502 espécies georreferenciadas via GBIF, a caracterização geofísica por meio de modelos digitais de elevação e dados pedológicos, e a modelagem estatística utilizando o algoritmo de clusterização DBSCAN em linguagem Python. As conclusões prévias indicam que a organização espacial das famílias botânicas não é aleatória, mas sim condicionada pela compartimentação geomorfológica, revelando uma hegemonia da família Fabaceae (82 espécies registradas) nas áreas de várzea devido à sua eficiência metabólica em solos pobres em nitrogênio. Os resultados demonstram que a maior complexidade estrutural e riqueza de espécies se concentram no baixo curso e setor norte do médio curso, onde a intensa acreção lateral e a conectividade hidrológica favorecem a formação de comunidades vegetais especializadas e zonas de transição ecológica distintas.

Biografia do Autor

Bruno Gomes de Araújo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas; Licenciado, Mestre e Doutor em Geografia pela UFRN; Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Geopolítica e Relações Internacionais da Pan-Amazônia. Atua como professor no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO/UEA). Coordena do Núcleo de Pesquisa em Geografia Física (NEGEO); É membro do Conselho Editorial e Corpo de Avaliadores da Revista de Geopolítica (REGEO). Desenvolve e orienta pesquisas em Dinâmicas Espaciais e Regionais, com ênfase em Geografia Política do Planejamento, Geopolítica dos Recursos Naturais da Amazônia, Geotecnologias e Fitogeografia da Amazônia.

Francisco Gleison de Souza Rodrigues, Universidade do Estado do Amazonas UEA

Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Ceará, atualmente é professor assistente do curso de Licenciatura em Geografia do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas; é Coordenador do LIFE - Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores, integrante do Grupo de Pesquisa: Educação e Diversidade Amazônica - GPEDA e do Laboratório de Geografia Física e Estudos Ambientais. Foi Coordenador do curso de Especialização em Educação, Saúde e Saberes Tradicionais. Tem experiência na área de Ensino de Geografia e Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de geografia, conflitos socioambientais, impactos socioambientais, recursos hídricos e desastres naturais. Possui graduação em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (2005) e mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (2007) . Já lecionou na Escola de Ensino Fundamental Municipal Maria das Dores Limas, no colégio de Ensino Fundamental e Médio Janusa Corrêa, nos cursos de Licenciatura em Geografia e Bacharelado em Geografia da Universidade Estadual do Ceará, no curso de Licenciatura em Geografia do PARFOR pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

Jeremias Pinheiro de Araújo Andrade, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduando em  Tecnologia da Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua como pesquisador bolsista no Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), integrando projetos voltados à Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e sistemas de apoio à gestão (Projeto GestãoPUP). Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Pesquisa Operacional e Otimização, desenvolvendo estudos sobre algoritmos metaheurísticos aplicados à logística. Possui histórico de contribuições científicas em eventos nacionais, como o Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional (SBPO). Formado técnico em Informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

Diógenes Félix da Silva Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Geógrafo e Doutor em Ecologia, é natural de Jardim do Seridó-RN. Atua como Professor Associado do Departamento de Geografia do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes - CCHLA/UFRN, lecionando a disciplina de Biogeografia, assim como temas correlatos com a Geografia Ambiental. Coordena o Grupo de Pesquisa em Biogeografia de Ecossistemas Tropicais (TRÓPIKOS/UFRN), desenvolvendo pesquisas nas áreas de caracterização de ecossistemas costeiros, classificação e mapeamento de serviços ecossistêmicos, biogeografia de áreas úmidas, fitogeografia de ecossistemas tropicais, monitoramento ambiental e ensino de geografia física/biogeografia. Atua também como docente dos Programas de Pós-Graduação em Geografia e em Desenvolvimento e Meio Ambiente. No exterior, é Embaixador do Centre for Environmental and Marine Studies - CESAM/Universidade de Aveiro (Portugal) e membro da International Society for Salt Lake Research, onde atuou na Diretoria na gestão 2012-2014.

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Publicado

2026-08-30

Como Citar

Araújo, B. G. de, Rodrigues, F., Araújo Andrade, J. P. de, & Silva Costa, D. F. da. (2026). Modelagem Fitogeográfica da Planície de Inundação na Bacia do Rio Jutaí-AM. Ra’e Ga: O Espaço Geográfico Em Análise, 66(1), 169–188. https://doi.org/10.5380/raega.v66i1.104360

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Artigos