Auxiliary and aspectualizer verbs: some syntactic and semantic distinctions

Teresa Cristina Wachowicz

Resumo


Este trabalho tem o objetivo de distinguir o comportamento de
verbos auxiliares e aspectualizadores no português brasileiro.
Alguns verbos prototípicos são estar, continuar, ficar, ter
(auxiliares) and começar, acabar, parar (aspectualizadores).
Assumo aqui que há traços semânticos em interação com
estruturas sintáticas que se modificam pelo processo histórico.
Na perspectiva semântica, auxiliares perdem traços lexicais –
informação temática e aspectual -, mas parecem preservar traços
accionais, especialmente o durativo. Este fenômeno é chamado
na literatura de “persistência semântica” e caracteriza a
desemantização das perífrases com auxiliar. Por outro lado,
verbos aspectualizadores não perdem traços semânticos, pois
verbos como começar and parar não exibem comportamento
de desemantização e mantêm seu valor original. Na perspectiva
sintática, os auxiliares perdem transitividade e não necessitam
de complemento para encerrar significado. Verbos
aspectualizadores necessitam de complemento que denote
eventos temporalizados ou intervalos de tempo, e podem em
algumas estruturas ser elididos ou nominalizados. Assim, na
perspectiva histórica, os auxiliares estão em processo de
gramaticalização, mas os aspectualizadores não. Auxiliares
eram predicados que denotavam eventualidades cujo traço
durativo se mantém, e os aspectualizadores não são predicados
e denotam operadores sobre evento, denotado pelo
complemento direto.

Palavras-chave


Verbo Auxiliary; Verbo Aspectualizador; Perífrase.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v73i0.7555

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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