O NATURALISMO NA LIVRARIA DO SÉCULO XIX
DOI:
https://doi.org/10.5380/rel.v100i0.68846Palavras-chave:
Naturalismo, História Literária, História do livro e da ediçãoResumo
Na historiografia tradicional o naturalismo ocupa uma posição rebaixada. Aceitam-se alguns romances (como O cortiço, de Aluísio Azevedo), mas não suas concepções de homem e de literatura. No Brasil, o escritor José Verissimo foi o principal porta-voz das críticas ao naturalismo. Ele escreveu sobre os principais romances da estética, quase sempre assumindo uma posição de resistência. Para ele, o naturalismo era antiartístico e carecia de “cor local”. Era uma “literatura crua” e assim passou para a história. Nesse trabalho, vamos estudar o naturalismo não apoiados nos juízos da elite letrada, mas a partir do lugar dos livros naturalistas no comércio livreiro do século XIX. Abandonamos o axioma evolucionista e a visão da história literária centrada num território a fim de conceber o naturalismo como uma manifestação literária transnacional, como “naturalismo-mundo”. Neste novo cenário, o naturalismo emerge como uma “estética da experimentação” que se espalhou para várias partes do mundo a partir de 1870 e abrigou vários modos de execução de seus princípios. Fora dos circuitos letrados e seus periódicos, o naturalismo era uma literatura do prazer e da conexão erótica com a matéria, com dezenas de títulos em oferta e vários best-sellers.
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