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A descoberta do Brasil pelo romance (numa leitura de O filho do pescador, de Teixeira e Souza)

Pedro Dolabela Chagas

Resumo


Discussão das expectativas analíticas e valorativas adequadas para a narração do início da história do romance no Brasil. A chegada do romance no Brasil como um processo de “migração”; explicação do recurso a essa metáfora para a análise historiográfica. A história do romance como um processo aberto, sem telos definido, alheio ao controle incisivo de agentes e grupos, orientado para a comunicação com o público sincrônico em sua diversidade inerente. Breve teorização do romance, com ênfase na sua flexibilidade estrutural congênita. Descrição de O filho do pescador, de Teixeira e Souza, em sua exploração de várias formas discursivas e funções narrativas capazes de cavar para si, e consequentemente para o próprio gênero, uma posição robusta no campo literário. O filho do pescador como exemplificação do modelo teórico e historiográfico proposto para a descrição da chegada e progressiva tradicionalização do gênero no Brasil.

Palavras-chave


história do romance no Brasil; teoria do romance; O filho do pescador, de Teixeira e Souza.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v100i0.68782