SUBESPECIFICAÇÃO E INFERENCIAÇÃO NA FALA NÃO PLANEJADA

Milton Francisco da Silva

Resumo


Neste artigo, considera-se a referenciação como processo
discursivo de construção de referentes (objetos de discurso),
entendendo que o referente, uma vez introduzido no texto,
pode ser revisto, reativado com novas propriedades/atributos,
ocorrendo, assim, uma progressão referencial. Essa progressão
é vista também como processo que envolve referentes diversos,
os quais proporcionam um imbricamento semântico-referencial.
O fato é que os referentes e suas propriedades nem sempre são
ativados no texto explicitamente, isto é, sua ativação com
freqüência se dá de forma subespecificada, implícita. Para suprir
tal subespecificação entram em cena as inferências, que são
informações instauradas pelo cotexto e/ou pelo contexto. O
objetivo deste estudo é tentar compreender como
subespecificação e inferenciação ocorrem no processo
referencial, especialmente na fala não planejada. Como corpus
utilizam-se excertos do Banco de Dados Lingüísticos do Varsul
Variação Lingüística Urbana da Região Sul do Brasil.

Palavras-chave


Subespecificação referencial; inferenciação referencial; fala não planejada; Referential subspecification; referential inferentiation; no planed speech

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v68i0.6145

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

Licença Creative Commons
Revista Letras está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.