METÁFORAS DA NAÇÃO: CORNÉLIO PENNA E GILBERTO FREYRE

Josalba Fabiana dos Santos

Resumo


A pequena cidade do interior e a família nos romances de
Cornélio Penna são metáforas e metonímias da nação.
Comparam-se a ela e são partes que compõem o todo.
Reproduzindo o sistema patriarcal, em todas as narrativas, e
escravocrata, em A menina morta, vigente no Brasil do século
XIX, o escritor expõe a violência sobre a qual se sustenta o
Estado. Gilberto Freyre, em Casa-grande & senzala, faz algo
semelhante. Patriarcalismo e escravidão são a base da família
proprietária da fazenda de cana-de-açúcar do Brasil colonial.
No entanto, o sociólogo mitifica a fundação nacional ao
harmonizar as relações entre senhores e escravos.

Palavras-chave


Cornélio Penna, Gilberto Freyre, nação; nation

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v66i0.5099

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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