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DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DA ESCRITA:UMA ANÁLISE DE ACOMPANHAMENTOS CLÍNICOS DESSA MODALIDADE DE LINGUAGEM

ana cristina guarinello, ana paula berberian, giselle aparecida athayde massi, keylla dariele rivabem, maria letícia cautela de almeida machado

Resumo


Esta pesquisa apresenta e analisa, à luz de uma visão interacional e discursiva de linguagem, propostas de acompanhamentos clínicos, apresentados em manuais, destinados a sujeitos considerados disléxicos ou portadores de dificuldades de leitura e escrita. Reflete sobre a relação entre práticas tradicionais envolvidas com a aquisição da escrita desenvolvidas no contexto educacional e propostas - via manuais de acompanhamento clínico.
Denunciamos que as mesmas tarefas mecânicas e descontextualizadas, desprovidas de sentido e sem função social, são reproduzidas tanto no ambiente escolar como no contexto clínico proposto nesses manuais. Ou seja, tanto em ações de cunho educacional quanto clínico, o desempenho lingüístico do aprendiz é cerceado pela artificialidade de métodos desenvolvidos segundo concepções fragmentadas de linguagem.
Para superar esses equívocos, analisamos, em concordância com uma perspectiva social e discursiva de linguagem, o caso de uma criança tomada como portadora de um distúrbio, destacando textos por ela produzidos em situações instanciadas sobre diversos planos dialógicos. Essa análise, que se embasa na compreensão da singularidade do trajeto trilhado por esse sujeito no processo de aprendizagem da linguagem, possibilitou verificar que tal criança, contrariando o rótulo que lhe foi dado, é capaz de atuar sobre a linguagem, arriscando-se na construção de seu conhecimento, produzindo textos com coesão e coerência, bem como levantando diferentes hipóteses sobre os aspectos gráficos e convencionais da escrita.
A partir dessa análise, levantamos algumas diferenças entre o trabalho com a escrita direcionado por uma perspectiva social e discursiva de linguagem e as práticas tradicionais de atividades com a escrita.

Palavras-chave


escrita; dificuldades de escrita; acompanhamento clínico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v70i0.4486