Eduardo Lourenço e a atemporalidade de Eça de Queirós

Autores

  • Antonio Augusto Nery Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5380/rel.v90i2.37282

Palavras-chave:

Eça de Queirós, Eduardo Lourenço, Literatura e Realidade

Resumo

Eduardo Lourenço em seu artigo crítico “O tempo de Eça e Eça e o tempo” propõe que os vínculos entre a ficção eciana e a realidade Oitocentista ultrapassam o contexto histórico do século XIX e refletem, de maneira avultante, nossa condição contemporânea. Para o crítico, “Tudo quanto caracteriza hoje, noutro ritmo e com outra potência, a nossa actual civilização, já é visível e está presente no tempo em que o autor de Os maias viveu, constituindo o pano de fundo da sua experiência vital e cultural” (LOURENÇO, 2006, p. 35). Para tecer suas considerações sobre o modo como Eça de Queirós dialogava com as transformações de várias ordens que ocorriam no século XIX, Lourenço detém-se especialmente sobre os textos ficcionais produzidos pelo escritor. O objetivo deste trabalho é averiguar em que medida as proposições de Eduardo Lourenço podem ser transpostas para as produções de Eça em outros gêneros textuais, tais como crônicas e artigos jornalísticos. Para tanto, me deterei especificamente na análise dos textos escritos por Eça para os panfletos As farpas, entre 1871 e 1872, e alguns artigos publicados pelo escritor em jornais, durante a década de 1890. 

 

Biografia do Autor

Antonio Augusto Nery, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Letras (Literatura Portuguesa) pela Universidade de São Paulo (USP). Professor adjunto de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Publicado

2014-10-07

Como Citar

Nery, A. A. (2014). Eduardo Lourenço e a atemporalidade de Eça de Queirós. Revista Letras, 90(2). https://doi.org/10.5380/rel.v90i2.37282

Edição

Seção

Dossiê: Literatura, Identidade e Cultura nos Noventa Anos de Eduardo Lourenço