Eduardo Lourenço e a atemporalidade de Eça de Queirós
DOI:
https://doi.org/10.5380/rel.v90i2.37282Palavras-chave:
Eça de Queirós, Eduardo Lourenço, Literatura e RealidadeResumo
Eduardo Lourenço em seu artigo crítico “O tempo de Eça e Eça e o tempo” propõe que os vínculos entre a ficção eciana e a realidade Oitocentista ultrapassam o contexto histórico do século XIX e refletem, de maneira avultante, nossa condição contemporânea. Para o crítico, “Tudo quanto caracteriza hoje, noutro ritmo e com outra potência, a nossa actual civilização, já é visível e está presente no tempo em que o autor de Os maias viveu, constituindo o pano de fundo da sua experiência vital e cultural” (LOURENÇO, 2006, p. 35). Para tecer suas considerações sobre o modo como Eça de Queirós dialogava com as transformações de várias ordens que ocorriam no século XIX, Lourenço detém-se especialmente sobre os textos ficcionais produzidos pelo escritor. O objetivo deste trabalho é averiguar em que medida as proposições de Eduardo Lourenço podem ser transpostas para as produções de Eça em outros gêneros textuais, tais como crônicas e artigos jornalísticos. Para tanto, me deterei especificamente na análise dos textos escritos por Eça para os panfletos As farpas, entre 1871 e 1872, e alguns artigos publicados pelo escritor em jornais, durante a década de 1890.
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