Artes comparadas e paratextualidade: gotas rubras em "Água Viva", de Clarice Lispector
DOI:
https://doi.org/10.5380/rel.v90i2.30631Palavras-chave:
Literatura Comparada, Paratextualidade, Água vivaResumo
Este artigo tem por finalidade analisar a obra Água viva, de Clarice Lispector, enquanto representativo corpus de leitura na ampla produção literária da escritora brasileira. Assim, a escolha de Água viva decorre da constatação de que esta obra foi produzida já no momento de reconhecida maturidade da produção literária de Clarice, atingindo o ápice de seu particular projeto artístico, principalmente por fazer coincidir o encontro entre práticas artísticas dessemelhantes, como se verifica na análise da escritura poética e da produção plástico-visual, vistas em um mesmo esquadro ou disjuntivamente. Para tanto, o enfoque do trabalho baseia-se na análise semiodiscursiva procurando na intermidialidade, enquanto vertente dos estudos de Literatura Comparada, elos de intermediação entre esferas artísticas produtoras de sentidos frequentemente confluentes e/ou iridescentes. Valendo-se desta perspectiva, portanto, o trabalho explora produções de sentidos utilizados de uma escritura plurissignificativa dentro de um projeto rarefeito em gotas rubras e páginas abandonadas, resultando em uma leitura em mosaico caleidoscópico: a própria Água viva.
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