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Ficção e experiência: o papel da escrita em Angústia, de Graciliano Ramos

Carolina Duarte Damasceno

Resumo


Este artigo tem como objetivo discutir algumas facetas do papel desempenhado pela escrita em Angústia, de Graciliano Ramos. Um dos elementos centrais para compreender a importância da ficção na trajetória de Luís da Silva é sua concepção de relato autobiográfico: o narrador não acredita na possibilidade de um resgate fidedigno do passado e, por isso, mescla constantemente a memória e imaginação. Será mostrado como, nesse romance de 1936, a ficção e a experiência são assim aproximadas e, ao invés de serem vistas como antípodas, entrelaçam-se no anseio de se completarem.

Palavras-chave


Literatura Brasileira; Graciliano Ramos; Angústia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v82i0.25094