A NÃO-TRANSPOSIÇÃO TEMPORAL NO ESTILO INDIRETO LIVRE

ZILIA MARA SCARPARI SCHMIDT

Resumo


Apesar da liberdade com que se realiza o discurso reproduzidoem estilo indireto livre, a transposição dos tempos, observada numa narrativa no passado, encerra-o na perspectiva cronológica de um narrador.
Sempre orientados pela objetividade, os autores modernos tendem a emprestar ao estilo indireto livre a comunicação textual do estilo direto. Assim, Aragon suprime a transposição temporal, esta intermediária entre o leitor e o personagem, que lembra a intervenção do narrador.
Uma vez mantidas as formas autênticas dos verbos, seus valorestemporais, aspectuais e modais são assegurados. Mas o que realmente determina a conservação dos tempos, é o desejo de atualizar as palavras do emissor, para que toda nuance psicológica que possam conter, seja imediatamente perceptível ao leitor.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v23i0.19670

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

Licença Creative Commons
Revista Letras está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.