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THE POWER OF THE QUILL: EPISTOLARY TECHNIQUE IN RICHARDSON'S PAMELA

Scott Dale

Resumo


Pamela (1740) de Samuel Richardson, considerada uma das primeiras e mais importantes obras do gênero "romance epistolar", consiste de uma coleção de cartas e entradas em diário escritas por uma serviçal que, ao final do romance, encontra-se em uma posição social elevada. Nesse estudo, procuro ilustrar os procedimentos sutis, mas contundentes, do formato epistolar observado em Pamela, bem como demonstrar como o ato de escrever diários por parte da protagonista alavanca a sua auto-estima e, por conseqüência, seu nível sócio-econômico. Ao escrever em seu diário, Pamela foge temporariamente de suas responsabilidades sócio-familiares a fim de refletir e melhorar seu bem-estar psicológico. E dessa forma que Pamela define e reflete toda a intimidade de sua personalidade. Eu ainda demonstro que a técnica epistolar richardsoniana habilmente sustenta não só a estrutura da narrativa, mas também, de certa forma, a existência frágil da personagem. O ato de escrever cartas ajuda a protagonista a ordenar a sua vida assim como a recordar o passado. As suas correspondências se constituem na única forma de relembrar esse passado. Essa curiosa abordagem da narrativa, no contexto literário de sua época, seria melhor traduzida nas palavras de Nancy Armstrong (1987) como "algo que foge da ficção habitual, um romance que não trilha os padrões vigentes." A magnitude do êxito literário de Richardson deve ser vista como um modelo de como a sua técnica narrativa se propôs a revelar muito mais acerca de sua heroína e sua história do que uma consistência com os padrões narrativos encontrados na Europa do século XVIII.

Palavras-chave


literatura epistolar; Samuel Richardson; Pamela; or; virtue rewarded

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v53i0.18862