SÉMIOTIQUE DU LIMINAIRE CAMUSIEN

Richard-Laurent Barnett

Resumo


O texto de O estrangeiro constitui, no fim de contas, uma inesgotável retomada - implícita, lúdica, por vezes insidiosa - de um único e mesmo início, pois a matriz (de-) ge(ne)radora que se forma e se elabora a partir da primeira frase será determinante até a última palavra da narrativa. É um texto destinado, por extensão, a hesitar, a flutuar; um texto que resiste a significar enquanto se permite a vertigem de sua inadmissível exclusão, e cuja resistência não cessa claramente de ressoar. Pérfida emboscada: não nos deixemos cair na armadilha.

Palavras-chave


Albert Camus; O estrangeiro; poética da prosa; avant-récit; narratologia; semiótica

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v53i0.18860

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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